Tio Sam se rende ao futebol

Objetivo é crescer ainda mais e disputar espaço com os principais torneios do mundo

iG Minas Gerais | Josias Pereira |

Santo de casa. O norte-americano Clint Dempsey joga pelo Seattle
Otto Greule Jr
Santo de casa. O norte-americano Clint Dempsey joga pelo Seattle

Sábado à tarde. Uma rápida zapeada entre os variados canais da TV paga logo faz o mais apaixonado fã de futebol flertar com uma nova opção de liga. E esse torneio está longe de ser uma liga qualquer, ainda mais com nomes como Kaká e David Villa em campo. Passadas algumas semanas desde o pontapé inicial de sua temporada regular, a Major League Soccer (MLS) vem colhendo os frutos de um planejamento arquitetado, que inclui, entre outros pontos, crescimento técnico e fidelidade dos adeptos.

Com um público semanal de pouco mais de 21 mil pessoas nos estádios, a MLS deixou para trás a desconfiança em relação ao produto futebol nos EUA. Uma tendência de mercado que já assusta os grandes centros da modalidade e surpreende os mais tradicionais analistas esportivos norte-americanos.

Os grandes responsáveis por isso? Os jogadores, donos do espetáculo. Kaká, por exemplo, mal começou sua passagem e já é ídolo, com direito a três gols, estádio lotado apenas para vê-lo, invasão de campo para selfie, muita publicidade e venda de camisas.

“Ele foi contratado para render dentro de campo e também fora dele. É a nossa estrela e confiamos em seu potencial”, relata um satisfeito Flávio Augusto, brasileiro que é proprietário do Orlando City, terceiro lugar na Conferência Leste da MLS.

O espanhol David Villa, com dois gols e boas jogadas, é um dos líderes do New York City FC, atual sétimo lugar na Conferência Leste. A equipe, que possui apenas um vitória em cinco jogos, ainda aguarda a chegada do inglês Frank Lampard assim que a temporada inglesa acabar.

O desempenho avassalador da Liga aponta um futuro dourado. Mas o oásis do Tio Sam ainda precisa ser escrito com o talento dos pés de craques, a maioria deles em busca de um fim de carreira glorioso e rentável. Mas eles dão de ombros para o avançar da idade e são os Matusaléns em um solo amistoso e que abraçou o futebol como parte de seu cotidiano.

Mais do que sucesso, os ianques querem aprender com quem faz ou fez a história do futebol. E é melhor o mundo tomar cuidado. Os norte-americanos estão, pouco a pouco, chegando lá.

“Nosso foco está na evolução do produto. Essa mescla de jogadores jovens e veteranos nos ajudará a atingir a meta de sermos um dos líderes mundiais em desenvolvimento de jovens jogadores. Eles (jovens) são essenciais para o sucesso da nossa liga. Queremos ser um dos maiores campeonatos do mundo”, vislumbra Jeff Agoos, ex-jogador da seleção norte-americana e vice-presidente de competições da MLS, em entrevista exclusiva a O TEMPO.

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