Manifestação contra projeto para a Regap

Protesto, que luta contra a ampliação da terceirização, paralisou por 24 horas as atividades na refinaria

iG Minas Gerais | Da Redação |

Funcionários da Regap não trabalharam na quarta-feira (15) por causa da manifestação
João Lêus
Funcionários da Regap não trabalharam na quarta-feira (15) por causa da manifestação

Cerca de 80 pessoas participaram da paralisação de 24 horas na quarta-feira (15) em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap). Petroleiros e outros trabalhadores fizeram um protesto pela manhã em Betim e não trabalharam nesse dia. A ação fez parte do Dia Nacional de Paralisação, que aconteceu em várias partes do país contra o projeto de lei das terceirizações, que tramita na Câmara dos Deputados. À tarde, o protesto continuou em Belo Horizonte.

Segundo o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), a maioria dos funcionários da Regap voltou para a casa. “Eles chegaram nos ônibus, participaram do protesto e foram embora da Regap”, relatou o diretor Anselmo Braga.

O protesto contou com várias centrais sindicais e movimentos sociais. “Protestamos contra a Lei Ampliação da Terceirização, e o nosso objetivo é dar forças a este movimento que está sendo organizado pelas centrais sindicais e movimentos sociais”, afirmou o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) em Minas Gerais, Marcelino da Rocha.

Segundo a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, a ação foi uma maneira de pressionar o Congresso Nacional para a não aprovação do Projeto de Lei 4.330. “Pela manhã, mobilizações paralisaram a Magnesita (em Contagem), a Refinaria Gabriel Passos e os bancos, e, à tarde, bancários, educadores e outras categorias explicaram à população os problemas que enfrentam com a terceirização e o que nos espera se este projeto for aprovado. E, também, denunciamos os deputados federais que votaram a favor da proposta, que é um retrocesso. Exigimos que os deputados não aprovem o projeto mas, se for aprovado, que a presidenta Dilma Rousseff o vete”, afirmou.

Outras manifestações estão sendo programadas pelas centrais sindicais para a próxima semana, como na terça (21), no feriado de Tiradentes. A Petrobras informou que o movimento não prejudicou o abastecimento e não teve impacto na nas atividades da Regap.

Um das polêmicas do texto original é que ele amplia a terceirização para qualquer atividade, inclusive para as atividades-fim. Atualmente, uma unidade, por exemplo, pode contratar tericeirizados para fazer a limpeza, mas, não, professores. Um acordo está sendo costurado na Câmara modificar o texto.

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