Esquema parece com mensalão

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Preso. André Vargas é levado de volta à carceragem após fazer exame de corpo de delito no IML
GERALDO BUBNIAK
Preso. André Vargas é levado de volta à carceragem após fazer exame de corpo de delito no IML

Curitiba. A Polícia Federal identificou "padrão semelhante" com o esquema do mensalão envolvendo agências de publicidade ligadas ao ex-deputado petista André Vargas. As agências subcontratavam produtoras de Vargas. O bônus de 10% que deveria ser direcionado pelas produtoras para as agências era pulverizado em propinas para políticos. Segundo a PF, a agência de publicidade Borghi/Lowe Propaganda e Marketing, que administra contas publicitárias de entidades públicas como a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde, teria contratado serviços de produtoras que foram orientadas a pagar as comissões de bônus de volume – tradicional no mercado publicitário – nas contas das empresas Limiar e LSI controladas por André Vargas e seus irmãos.

No mensalão, o empresário Marcos Valério, dono de duas agências de publicidade, foi apontado como o operador do esquema de propinas para a base aliada no Congresso.

A pedido da PF e do Ministério Público Federal, a Justiça quebrou o sigilo bancário e fiscal de empresas relacionadas a Vargas como a LSI Solução em Serviços Empresariais Ltda., de São Paulo, e a Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação, de Curitiba.

“A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal da Limiar (sócios André e Leon Vargas) e LSI (sócios Leon e Milton Vargas) constatou-se que essas empresas receberam nos anos-calendário 2010, 2011, 2012 e 2013 remuneração de serviços não prestados por pessoas jurídicas que receberam recursos direta ou indiretamente da administração pública federal”, informa a Procuradoria.

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