Ultrapassado ou tradicional?

Críticos de TV têm opiniões diversas sobre reality show que está há 14 anos no ar

iG Minas Gerais |

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Desde a sua estreia, em 2002, o “Big Brother Brasil”, da Rede Globo, divide opiniões entre crítica e público. 14 anos depois do programa no ar, as avaliações quanto à exibição ainda variam muito. O colunista e crítico de TV James Akel, por exemplo, se posiciona contrariamente ao reality show. “O programa não tem mais razão de existir. A redução na audiência é consequência da falta de novidade”, comenta ele, dizendo que o formato não tem solução.

A 15ª edição, em que Cézar Lima saiu vencedor e Amanda Djehdian levou o segundo lugar, só comprovou o fracasso da exibição, de acordo com Akel. “Existiu um equívoco entre a palavra “popular” e a “pornográfica”. Nesta edição, os participantes partiram para a pornografia explícita, como última alternativa de alavancar a audiência”, disse o colunista, declarando que, por mais que não possa afirmar que tais atitudes tenham sido combinadas anteriormente entre produção e participantes, também não pode descartar a possibilidade.

Akel afirma ainda que a rejeição dos telespectadores ao programa se deve ao fato de que a TV aberta é muito conservadora. “O público que assistia à TV aberta em 1950 é o mesmo de hoje. São donas de casa, que, quando assistem ao reality show, se sentem ofendidas”, diz.

A opinião do colunista, porém, não é compartilhada pelo também crítico de TV José Armando Vanucci. O jornalista afirma que a produção efetuou com a promessa de que esta seria uma edição mais popular. “O programa cumpriu seu objetivo porque os finalistas, incluindo Mariza e Adrilles, eram muito próximos do público”, comenta ele.

Vanucci afirma ainda que essa identificação foi crucial para a vitória de Cézar. “Ele sempre foi um dos favoritos porque representava para o público a pessoa ingênua e meio deixada de lado pelos demais participantes”, diz o colunista, afirmando que é preciso que a emissora global, se quiser manter o programa no ar, diminua a escalação de pessoas que queiram seguir a carreira artística. “Quanto mais natural, melhor”, argumenta.

Para Vanucci não há dúvidas de que ainda existirão muitas edições do “Big Brother Brasil”, devido ao seu bom faturamento no primeiro semestre do ano.

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