15 anos e novos planos da OOP

iG Minas Gerais |

Diversidade. Ao longo de seus 15 anos de atuação, a Orquestra Ouro Preto se mostra plural, passeando por repertórios de Alceu Valença, Beatles, Vivaldi e Piazzolla
Rafael Lourenço Guerra Motta
Diversidade. Ao longo de seus 15 anos de atuação, a Orquestra Ouro Preto se mostra plural, passeando por repertórios de Alceu Valença, Beatles, Vivaldi e Piazzolla

“Há cerca de três anos, fui ver um concerto de um pianista e, no teatro, tinham apenas 13 pessoas na plateia. Qualquer outro gênero musical congrega mais gente que o clássico brasileiro. Somos o gueto dos guetos. Isso sim é o que eu chamo de underground. Alternativo é o cara sair de casa para ver uma sonata”, comenta Rodrigo Toffolo, maestro da Orquestra Ouro Preto (OOP), que completa 15 anos.

Criada no ano 2000, no âmbito da Universidade Federal de Ouro Preto, a orquestra foi idealizada por Ronaldo Boffulo e Hufo Herrera. Em 2006, a OOP desfez seu vínculo com a instituição e tornou-se uma iniciativa independente sob a gestão de um instituto próprio que colhe no mercado os recursos financeiros para suas atividades, por meio das leis de incentivo à cultura. “Importante lembrarmos desse papel inicial da universidade como uma incubadora. Teríamos muitas dificuldades de nos mantermos pelo mercado sem esse suporte nos primeiros anos”, reforça Rodrigo.

Como uma orquestra de câmara, que define um formato reduzido, atualmente a Orquestra Ouro Preto conta com 30 músicos. Conhecida por trabalhos diferenciados, a OOP foi a primeira e única orquestra a tocar na Beatle Week, em Liverpool, em 2012, em um concerto com músicas do grupo inglês e, em janeiro deste ano, a orquestra estreou, na Europa, o concerto “Valencianas”, ao lado de Alceu Valença, com composições do cantor nordestino.

No ano em que completa 15 anos de atividades ininterruptas, a Orquestra Ouro Preto anuncia alguns novos projetos: o CD e DVD “Oito Estações: Vivaldi e Piazzolla”, com músicas dos compositores italiano e argentino, respectivamente, e o “Concerto para Cordas – Antônio Vivaldi”.

“Os trabalhos com as músicas do Beatles e do Alceu foram experimentos que realizamos e que atingiu um grande público. Foram trabalhos que divulgaram a nossa pluralidade. Agora, estamos partindo para projetos clássicos, para composições que permeiam o repertório das grandes orquestras”.

A série Domingos Clássicos, que este ano inaugura uma parceria da orquestra com o Sesc, é outra frente de atuação da OOP que prevê a ocupação do Grande Teatro do Sesc Palladium todo segundo domingo do mês, de abril a dezembro. As apresentações terão ingressos populares, vendidos a R$ 5 (inteira). A proposta é promover o acesso e valorização da música clássica. (JA)

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