‘A pessoa passa por louca quando, na verdade, tem uma condição neurológica’

iG Minas Gerais |

Joao Mantovani / Divulgacao
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O que é a Síndrome de Burnout? Um quadro de Burnout se dá quando, em algum momento, uma pessoa que vinha suportando situações, “estoura”.

Todo tipo de estresse leva ao Burnout? Geralmente, a pessoa está exposta a um estresse pequeno, mas de longa duração – ou seja, durante um período a partir de três meses.

Todos nós estamos sujeitos a desenvolver um quadro desses? Isso é muito individual. Há pessoas que têm uma resiliência maior, conseguem tolerar as coisas por mais tempo. Não temos como prever essa capacidade de cada um. Mas é muito frequente que essas sejam pessoas muito rígidas consigo mesmas, que se cobram bons resultados, bons desempenhos o tempo todo.

Há pessoas que são mais propensas a explodir? Alguns quadros facilitariam o aparecimento do Burnout. O subtipo de depressão a que chamamos de “depressão raivosa” é um deles. A pessoa vai ficando deprimida, mas vai ficando com raiva. Ela vai juntando isso e uma hora explode. Pessoas com uma personalidade mais vulnerável a situações emocionais, que acabam não tolerando situações em que são colocadas para baixo também. E há uma patologia, a epilepsia temporal, que é outro fator de vulnerabilidade porque a pessoa tem um quadro que está logo acima do sistema límbico, que controla as emoções. Essa pessoa está mais sujeita às explosões.

Essa situação é só psicológica ou há um fundo neurológico? Isso nós conseguimos ver no neurônio. Ele não morre, mas diminui as ligações que faz com outros neurônios. Há regiões do cérebro que vão atrofiando, não por morte neuronal, mas porque ele vai diminuindo suas sinapses. A pessoa que explode sem medir as consequências acaba passando por louca, como a que não aguenta as pressões, quando, na verdade, ela tem alterações neurológicas. (RS)

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