Parentes de vítimas não se conformam

iG Minas Gerais |

Ji-Paraná. Terapeutas voluntários da Acuda, entidade que fornece o Santo Daime aos presos, disseram que perderam clientes em suas clínicas particulares, pois estes discordam que se dispense tal atenção aos condenados. Parentes das vítimas que sofreram nas mãos dos prisioneiros afirmam que o projeto é injusto.

“Onde estão as massagens e a terapia para nós?”, perguntou Paulo Freitas, 48, gerente de uma fábrica de couro cuja filha de 18 anos, Naiara, estudante universitária, foi sequestrada, estuprada e assassinada em Porto Velho em 2013 por um grupo de homens, crime que surpreendeu muitas pessoas dessa região da Amazônia.

Freitas disse que ficou chocado ao saber que um dos condenados pelo assassinato de sua filha seria transferido, em breve, aos cuidados da Acuda. “Isso é absolutamente revoltante. Os sonhos da minha filha foram destruídos por esse homem, mas ele pode ir para a selva e tomar seu chá”. (SR/NYT)

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