Copasa promete cabar com o mau cheiro em ETE na ci

Atendendo uma antiga reivindicação da população, a deputada Marília Campos (PT) solicitou junto à Companhia que o início das intervenções seja ainda no mês de maio

iG Minas Gerais |

Reunião. Copasa assume compromisso de sanar problemas de mau cheiro
RODRIGO FREITAS/ALMG
Reunião. Copasa assume compromisso de sanar problemas de mau cheiro
Até o próximo mês de maio, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) começará obras para acabar com o mau cheiro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Nova Contagem, em Contagem.    Perilli não descartou até mesmo a retirada da ETE da região caso o problema não seja resolvido. “Ou vamos acabar com o odor da ETE ou vamos tirar essa ETE daqui. Se não tivermos condições de tirar esse mau cheiro, a estação não vai mais poder ficar aqui”, prometeu o dirigente da Copasa. Ele explicou ainda que, na gestão anterior, a companhia começou a fazer o trabalho para acabar com o mau cheiro, mas apenas 20% do previsto foi investido, e o problema não foi solucionado. Presente à reunião, a deputada estadual Marília Campos (PT), que articulou a solução junto à Copasa, cobrou que as obras realmente comecem em maio. “Esse odor tem que acabar. Há uma década a população da região de Nova Contagem convive com esse problema. Nos últimos anos, o que houve por parte da Copasa foi uma embromação. E isso não pode mais acontecer. Os municípios – como Contagem, por exemplo – são clientes da Copasa e, como clientes, têm direito a receber um tratamento digno e adequado”, afirmou a parlamentar.   Moradora da região de Nova Contagem há 30 anos, Maria Vicentina da Silva faz coro à reclamação da deputada Marília Campos e diz que o retorno que a Copasa tem dado nos últimos anos não tem sido adequado. “Nós pagamos a conta, inclusive, com a taxa de esgoto, Mas o resultado que vem para nós é nulo. A começar por esse problema que incomoda a todos que moram nas proximidades da ETE”, reclamou a moradora.   Responsável pela audiência pública, o vereador Rodinei Ferreira (PT), agradeceu ao diretor de operação metropolitana da Copasa por ter ido conversar diretamente com a população. “Esperamos que esse canal permaneça aberto como tem sido nessa nova gestão da Copasa. Aqui na região, tem gente que já até acostumou com o mau cheiro, mas nós não podemos nos acostumar com isso”, disse.   Processo Rômulo Perilli explicou que, para acabar com o mau cheiro provocado pela ETE, as obras vão se concentrar em fechar os tanques de tratamento e na “lavagem” do gás provocado pelas reações químicas. Dessa forma, quando for dissipado no ar, o gás não terá mais cheiro, e o problema estará resolvido.   Projeto de lei Para acabar em definitivo com esse problema, que também envolve outras ETEs, Marília Campos apresentou, no início de seu mandato, um projeto de lei que determina que as ETEs só conseguirão o licenciamento ambiental para sere construídas se o projeto já contemplar um mecanismo de controle de odor. “Acreditamos que isso vai resolver o problema nas estações que serão construídas no futuro”, destacou a deputada.   Números O diretor de operação metropolitana da Copasa, Rômulo Perilli, confirmou, em audiência pública na região no último dia (26), que o investimento será de R$ 6 milhões e as obras têm previsão de duração de oito meses.

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