Custo com energia comprada deve ser o vilão do reajuste

iG Minas Gerais |

Os clientes da Cemig saberão, em 7 de abril, o valor do novo reajuste da tarifa de energia elétrica aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O índice pedido pela companhia pode ultrapassar a casa dos 40%, de acordo com informações divulgadas ontem pela rádio Itatiaia, dado não confirmado pela estatal. “Essa informação é restrita a um grupo pequeno, de no máximo seis pessoas”, disse uma fonte ligada à Cemig. Geralmente, o percentual concedido é menor que o solicitado pelas empresas de energia e, segundo a Aneel, os índices aprovados são o máximo que as empresas podem praticar.

No ano passado, o pedido da Cemig foi de quase 30%, mas a Aneel aprovou reajuste de 16,33%. O principal aumento de custos em 2014 foi o gasto com a compra de energia, em função da utilização das usinas termoelétricas desde 2013. O preço da energia dessas usinas é praticamente o dobro das usinas de fonte hidráulica. Balanço financeiro anual da empresa, divulgado recentemente, aponta que a energia elétrica comprada foi o grande vilão das despesas operacionais da Cemig no ano passado. Em relação a 2013, houve um acréscimo de R$ 2,2 bilhões no custo. O impacto na conta da companhia deste ano pode ser bem maior, ao levarmos em conta a falta de chuvas e a queda do volume das hidrelétricas, o que eleva a necessidade do acionamento das térmicas. Em função disso, desde janeiro, o consumidor paga a bandeira tarifária vermelha, que será mantida em abril. (Angélica Diniz)

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