Tunísia confirma que abateu líder do principal grupo jihadista local

As forças da Tunísia conseguiram matar os membros mais importantes do grupo Okba Ibn Nafaa, incluindo seu líder, Abu Sakhr Lokman

iG Minas Gerais | AFP |

O governo da Tunísia disse neste domingo (29) que as forças de segurança abateram o líder da principal organização jihadista local, Okba Ibn Nafaa, acusado de "coordenar" o ataque ao Museu do Bardo, no qual 22 pessoas morreram este mês.

As forças da Tunísia conseguiram "

matar nesse sábado à noite os membros mais importantes do grupo Okba Ibn Nafaa, incluindo seu líder, Abu Sakhr Lokman", afirmou o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid, que descreveu a operação a repórteres como importante passo "na luta contra o terrorismo".

O anúncio foi feito enquanto a avenida 20 de março, que liga a praça Bab Saadoun ao Museu do Bardo, estava cheia de pessoas que participavam de uma grande marcha "contra o terrorismo" organizada pelas autoridades tunisianas, na qual se esperava a participação de líderes estrangeiros, incluindo o presidente francês, François Hollande.

Abu Sakhr foi morto durante uma operação das forças especiais na região de Gafsa (centro-oeste), na qual nove jihadistas armados morreram.

O Okba Ibn Nafaa, braço tunisiano da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM), é responsável, segundo as autoridades, por muitos ataques contra o exército e a polícia desde o final de 2012, deixando dezenas de mortos.

Para a Tunísia, este grupo também está por trás do ataque ao Museu do Bardo, que deixou 22 mortos (21 turistas estrangeiros e um policial tunisiano), embora tenha sido o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), e não o AQIM, que assumiu a responsabilidade pelo atentato cometido por dois tunisianos armados com Kalashnikovs.

"A operação terrorista [do Museu] foi liderada pelo terrorista Lokman Abu Sakhr", afirmou na última quinta-feira o ministro do Interior, Najem Gharsalli.

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