Grupo faz bicicletada para protestar contra suspensão das ciclovias

Ciclistas se queixam do pedido do Ministério Público, que levou a interrupção das obras de implantação

iG Minas Gerais | Folhapress |

Um grupo de ciclistas realiza na noite desta sexta-feira (27) uma "bicicletada" na avenida Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a suspensão das obras de ciclovias. Por volta das 20h10, ele seguia no sentido Paraíso, que estava totalmente fechado.

O evento é parte de um movimento que reúne vários coletivos de cicloativstas e pessoas que andam de bicicleta toda última sexta-feira do mês, mas hoje estão em maior número pela decisão judicial. O grupo se reuniu na praça do Ciclista, antes de definir o percurso do passeio, quando fecharam os dois sentidos da Paulista.

Os ciclistas se queixam do pedido do Ministério Público, que levou a interrupção das obras de implantação de ciclovias, e dizem que isso é uma ação política de oposição a gestão de Fernando Haddad (PT).

"O ponto central é que a ação [do Ministério Público] paralisa a política de Estado de mobilidade por bicicleta", avalia Cyra Malta, 48, do coletivo Pedal Verde, da zona oeste. Participam do ato os coletivos Pedal Paulista (da zona sul), Pedal ZN (da zona norte), Bike Party, além de vários grupos que fazem entregas com bicicleta. Muito cartazes trazem a frase "vai ter ciclovia", lembrando a campanha "Não vai ter Copa", do ano passado.

Justiça

As obras de ciclovias estão suspensas em toda a cidade desde a semana passada, após uma decisão judicial liminar (provisória) apontar falta de planejamento para a criação da malha cicloviária. A única exceção é a ciclovia da avenida Paulista, que continua em obras.

A prefeitura fez um pedido de reconsideração e mitigação para retomada dos trabalhos de implantação de ciclofaixas e ciclovias em canteiros centrais e em locais onde não se verifique a supressão de faixa de rolamento, que também foi negado nesta semana.

Na decisão que rejeita o pedido de reconsideração e mitigação da liminar, o juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra voltou a destacar a ausência de estudo aprofundado.

"Ainda que apresente certo estudo na projeção do sistema cicloviário, parece-me correto afirmar, em análise superficial, que a implantação de determinado trecho de ciclovia ou ciclofaixa não importará em efeitos deletérios para toda a malha viária e para a vizinhança deve se dar ao cabo de correto estudo de impacto, o que não se faz presente até o presente momento nos autos", afirma ele na decisão.

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