Cruzeiro perde força em seus domínios e busca readaptação

Equipe estrelada ainda não perdeu dentro de casa nesta temporada; em compensação, obteve apenas uma vitória em cinco jogos

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA E GUILHERME GUIMARÃES |

Antes trunfo, Mineirão presenciou apenas uma vitória do Cruzeiro na temporada 2015
Washington Alves / Light Press / Cruzeiro
Antes trunfo, Mineirão presenciou apenas uma vitória do Cruzeiro na temporada 2015

Desde a reabertura do Mineirão, o torcedor cruzeirense acostumou-se a deixar o estádio comemorando vitórias. O Gigante da Pampulha transformou-se em uma espécie de alçapão, o local perfeito para conquistar triunfos importantes e espantar qualquer tipo de zebra. No entanto, em 2015, a história tem sido bem diferente. O Mineirão está longe de ser um sinônimo de força.

Em cinco jogos disputados dentro de seus domínios, a Raposa saiu vitoriosa em apenas um confronto - o triunfo por 3 a 0 sobre o Boa Esporte, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. Os tropeços, a bem da verdade, não passaram de empates. Mas o placar de igualdade, em algumas ocasiões, flertou com derrotas que poderiam ser históricas. Na quarta-feira, por exemplo, no 1 a 1 com o Mamoré, o Cruzeiro perdia até os 41 min do segundo tempo, uma queda que poderia significar a primeira vitória do Sapo em todo o histórico de confrontos com o time estrelado.

“O time, quando vem para o Mineirão, gera uma expectativa na torcida, que apoia, ajuda. Um clima que acaba gerando ansiedade nos jogadores. Estamos apresentando algumas dificuldades de jogar em casa. Com o tempo vamos ver o que estamos errando. O que o Marcelo  nos passa é que novos tropeços não aconteçam”, admite Judivan.

Na visão do técnico celeste, a explicação para as oscilações passa principalmente pela reestruturação do time.

"O time mudou a sua cara substancialmente, seis ou sete jogadores, e ainda busca o entrosamento, e quando encontra rival fechado, precisa do toque rápido, do jogo dinâmico e peca nisso porque os três meias do setor ofensivo e criativo precisam se conhecer mais", avalia Marcelo.

E o comandante prevê mais dificuldades nos próximos compromissos, já que a Raposa terá pela frente adversários dispostos a montar um verdadeiro bloque dentro do Gigante.

"Aqui (no Mineirão) os adversários não só se fecham, mas ganham mais tempo do que é acrescentado. Toda hora cai um jogador. Foi assim hoje (contra o Mamoré), contra o Huracán e vai ser assim contra o Mineros", complementa o treinador.

Presença. O desempenho do time também influencia no envolvimento da torcida. No empate entre Cruzeiro e Mamoré, o Mineirão registrou o pior público desde a sua reinauguração - 5.978 'testemunhas' pagaram para ver o duelo.

“Aos poucos vamos readquirindo isso, tonando a equipe entrosada, equilibrada para recuperar, novamente, a força que temos no Mineirão”, afirma o volante Henrique.