Nova arena trará transtornos e desafios para o trânsito

O Atlético ainda busca investidores para viabilizar o empreendimento de R$ 500 milhões

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Plano. 
Nas imagens que vazaram na internet é possível notar a construção de novas vias paralelas à Via Expressa, no sentido Contagem
Reprodução
Plano. Nas imagens que vazaram na internet é possível notar a construção de novas vias paralelas à Via Expressa, no sentido Contagem

A construção do estádio do Atlético ainda não tem datas para começar ou terminar, mas uma coisa é certa: a nova arena vai transformar a rotina do bairro Califórnia, na região Noroeste da capital. E o principal impacto será no trânsito. Embora perto de grandes vias de ligação, o fluxo em dias de jogos preocupa especialistas no assunto.

São quatro os principais caminhos para o local: a Via Expressa, a BR–040, o Anel Rodoviário e a avenida Cícero Idelfonso (antiga avenida Delta). Elas, no entanto, já convivem com o gargalos no trânsito do dia a dia.

“O que mais pode impactar no projeto será sua proximidade com a BR–040, que avalio como sendo preocupante nos impactos. Já temos, nesse trecho, o acesso ao Ceasa e vários problemas relacionados a obras de ampliação e alargamento, que deverão ser realizadas para melhorar o Anel, atentando para os problemas que ele tem hoje”, avalia a arquiteta e urbanista Cláudia Pires.

Para a construção de um equipamento de uso coletivo, como um estádio, é preciso se ater a uma série de estudos sobre as contrapartidas apresentadas pelo empreendedor. “Tem que ter o processo de licenciamento, calcular o fluxo. Tem que verificar a demanda, onde vai impactar, quais medidas precisarão ser tomadas”, explica o consultor em transportes e trânsito, Osias Baptista.

Esse estudo já consta do projeto da Farkasvölgyi Arquitetura. “Trata-se de um equipamento com chegada e saída de grande movimento, ou seja, antes e depois dos eventos, a tendência é haver dificuldades de deslocamento. Por isso, foram pensadas grandes áreas de chegada, bem como de permanência para retardar e dissipar a massa de usuários”, diz o texto do projeto que vazou nas redes sociais há duas semanas.

Perspectivas. Avaliado em R$ 500 milhões, o projeto, previsto para 50 mil pessoas, ainda é um sonho. Mas, em busca de investidores, o Atlético já colocou valores nas propriedades (estacionamento, bares, restaurantes, lojas, etc).

Segundo o presidente Daniel Nepomuceno, o projeto segue neste mês para a avaliação em conselhos técnicos da prefeitura. “Acho que é um processo ainda um pouco mais longo mas, com ele aprovando, fica um pouco mais palpável”, disse o dirigente.

Discussão Órgãos. Oficialmente, a Regional Noroeste e a BHTrans ainda não abriram rodadas de discussão sobre o planejamento técnico, urbanístico e de trânsito para o futuro estádio do Atlético.

Meio ambiente precisa de contrapartidas Por causa do alto impacto na região o estádio, o Atlético também vai precisa apresentar contrapartidas na área ambiental. De acordo com o Plano Diretor de Belo Horizonte, o terreno se enquadra como Zona de Grandes Equipamentos (ZE) e aparece limitado por duas Zona de Preservação Ambiental (ZPAMs). “Há de se cuidar da interface do projeto com essas duas áreas e até, quem sabe, o estádio traga, para os moradores do entorno, áreas públicas de qualidade projetadas em função da exigência de contrapartidas regionais e locais”, ressalta a consultora Cláudia Pires. Embora sem muitos detalhes, já se sabe que o projeto do estádio alvinegro prevê um parque de cerca de 30 mil m². A região também possui nascentes.

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