Por que os espíritas são mais cristãos do que os outros?

Procuram pôr em prática a doutrina de amor incondicional

iG Minas Gerais |

DUKE
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A Igreja Católica Apostólica Romana do passado ensinava que fora dela não haveria salvação. Mas sábia que ela é, não diz mais isso. Para o espiritismo, um dia, todos se salvarão, ao se tornarem cristãos verdadeiros, quando, então, acontecerá a sua difícil passagem pela porta estreita. Segundo Jesus, muitos querem entrar por ela, mas não podem. É que só entra nela quem já tem mérito. E digo que muitos, por enquanto, nem querem passar por ela! E Deus respeita rigorosamente o livre-arbítrio de cada um. Mas os nossos irmãos evangélicos, não tanto os protestantes, pensam que a salvação é de graça, pois Jesus, com seu sangue, já a teria comprado de Deus para nós. Mas será que isso é verdade mesmo? Bastaria ficarmos cantando, batendo palmas, dando tapinhas nas costas dos pastores e o máximo de dízimo para eles? Esses irmãos acham também que uma coisa muito importante é a crença em Jesus. E o evangelho, o mais importante, seria, então, só pra inglês ver? A verdade é que “a cada um será dado segundo suas obras” (Mateus 16: 27). E Jesus disse mais: “Ninguém deixará de pagar tudo até o último centavo” (Mateus 5: 26), o que nos prova que somos nós mesmos é que pagamos os nossos pecados. A tal de salvação de graça e de crença em Jesus até lembra o dito popular: “Quando a esmola é demais, até o santo desconfia!”. E foi o apóstolo Paulo, influenciado pelo judaísmo e outras religiões antigas quem, primeiramente, imaginou essa fácil salvação. Isso se deve provavelmente à sua humildade, ao seu grande arrependimento de ter perseguido os primeiros cristãos e de ter, inclusive, chefiado o grupo de pessoas que apedrejaram santo Estêvão, o primeiro mártir cristão. Daí que ele achava que não merecia nenhum benefício de Deus, e, no entanto, Jesus o agraciou, aparecendo-lhe na estrada de Damasco e incumbindo-o de uma missão muito especial: a da pregação do evangelho para os gentios. Certamente, Paulo estava colhendo uma semeadura do bem que fez no passado, quem sabe até mesmo em uma vida anterior de que ele não se lembrava? E, então, não seria bem de graça a graça que ele recebeu de ter sido escolhido para ser o vaso recebedor da doutrina salvadora. Mas essa sua doutrina e a da crença em Jesus não conferem com o ensino evangélico. Aliás, até mesmo o “diabo” crê em Jesus, e como crê! E, se a salvação ou libertação fosse mesmo de graça, doutrina essa muito difundida por santo Agostinho e por Lutero, nós poderíamos, então, rasgar o evangelho, pois não precisaríamos dele já que tudo já estaria resolvido! Muitos teólogos estão dizendo agora que os espíritas não são cristãos. Mas na verdade, sem querer fazer sectarismo, afirmamos em alto e bom som que os espíritas são os cristãos mais cristãos, pois procuram pôr em prática de fato a doutrina de amor incondicional ensinada pelo próprio Jesus. E eis o que Ele disse: Meus discípulos serão conhecidos por se amarem uns aos outros (João 13: 34 e 35). E amor é caridade em ação. Os espíritas são realmente mais cristãos, porque o seu cristianismo não é de preguiça ou de fachada, mas de muita ação, de muito trabalho e de muita prática da caridade. Esse é de fato o verdadeiro cristianismo que nos salva ou nos liberta, pois é o que o Enviado de Deus pregou e vivenciou! Assista ao programa “Presença Espírita na Bíblia” na TV Mundo Maior (parabólica e internet), com apresentação deste colunista. Perguntas e sugestões: presenç[email protected]

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