Democracia voltou 21 anos depois

iG Minas Gerais |

Na visão de militares que participaram do golpe de 1964, o regime militar foi articulado para ser uma contrarresposta “às tendências comunistas” do então presidente da República João Goulart (PTB), com o objetivo de proteger a democracia. No entanto, o regime só acabou 21 anos depois, em maio de 1985.

O primeiro presidente da ditadura, Humberto de Alencar Castelo Branco, chegou a dizer em sua posse que era defensor da democracia. Mas a partir de seu governo, direitos políticos foram cassados e partidos políticos foram dissolvidos.

O regime militar aprovou outra Constituição em 1967 e publicou, até o fim do período, 17 atos institucionais. As normas foram utilizadas como mecanismos de legalização das ações políticas autoritárias dos militares.

O regime também foi marcado por perseguição política, torturas e desaparecimentos dos chamados “subversivos”. Oficialmente, um relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), de 2014, identificou 421 mortos ou desaparecidos durante o período.

A comissão ainda listou 377 nomes de violadores dos direitos humanos. Foram inclusos na relação, presidentes, generais, diplomatas, policiais civis e militares e médicos legistas. (GR)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave