Relatório brasileiro aponta 'fuga' de delegada da Davis na Argentina

O documento foi enviado à federação internacional e denuncia problemas ocorridos no confronto contra a equipe argentina

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Feijão continua sendo número um do Brasil no ranking internacional
Cristiano Andujar/CBT
Feijão continua sendo número um do Brasil no ranking internacional

A CBT (Confederação Brasileira de Tênis) enviou nesta quinta-feira (19) um relatório à federação internacional no qual denuncia problemas ocorridos no confronto contra a Argentina, pelo Grupo Mundial da Copa Davis.

No documento, a entidade brasileira critica a AAT (Associação Argentina de Tênis), responsável pela organização do duelo (realizado entre 6 e 9 deste mês), e a própria federação internacional, que organiza a Davis.

O Brasil perdeu o encontro por 3 a 2 e disputará a repescagem para permanecer no Grupo Mundial, em setembro.

A principal crítica é em relação ao comportamento da delegada designada para o confronto, a inglesa Christina Hemming.

Embora a disputa tenha sido estendida até a segunda-feira devido à paralisação da última partida, entre Thomaz Bellucci e Federico Delbonis, Christina não compareceu neste último dia.

"Nós fomos procurar o que aconteceu, e recebemos comunicado que ela foi para Londres. Além disso, era uma representante de pouca experiência. Ela simplesmente não ia à quadra", afirmou à Folha Rafael Westrupp, superintendente da CBT.

Na segunda-feira (9), último dia da disputa, a AAT liberou entrada franca na quadra montada no complexo Tecnópolis, que tinha capacidade para 8 mil espectadores.

Segundo Westrupp, não existe determinação nos regulamentos da federação internacional que verse sobre abertura de portões. No entanto, ele disse que a área determinada para a torcida brasileira foi ignorada.

Uma família brasileira e os pais do tenista João Souza, o Feijão, foram levados para o banco da equipe brasileira, por precaução.

"A área destinada para os fãs brasileiros foi desrespeitada e invadida", complementou Westrupp. Ele contou que, em janeiro, esteve na capital argentina para definir um mapa de assentos com a AAT. Na reunião, ficou decidido que os torcedores brasileiros teriam direito a 500 lugares.

No dia do início do confronto, o local foi alterado à revelia da CBT.

"Os torcedores ficaram atrás do banco argentino e em um nível inferior das tribunas. Jogaram água, pelo menos quatro. Registramos muitas coisas em foto e vídeo", disse.

O superintendente ressalta o fato de a torcida argentina não ter recebido nenhuma advertência do árbitro geral, o inglês Andrew Jarrett.

Outro problema apontado foi a ausência do jogador argentino Leonardo Mayer à entrevista coletiva após a partida contra Feijão, que durou seis horas e 42 minutos. O comparecimento dos atletas é obrigatório, de acordo com as regras da federação internacional.

"Nós entendemos o resultado, eles foram vencedores, mas esperamos que haja mais rigor. Agora, uma multa para a equipe argentina não muda nada, mas pelo menos fica registrado."

Procurada pela reportagem, a AAT não respondeu até as 13h.

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