Frederico Ayres Lima

Presidente da Aperam South America

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Como lidar com um mercado que tem muita oferta de aço e dólar em ascensão?

Temos duas formas de ver o dólar – para a operação e para a cadeia. Quando o real se desvaloriza, existe um aumento de competitividade do país porque parte dos nossos custos é em reais e os custos em dólar caem. Para a cadeia produtiva, a gente acredita que é importante um dólar no patamar atual e até mais alto para ele dar competitividade à cadeia. Os meus clientes vão exportar mais facilmente, então, tem um efeito positivo na cadeia e um efeito para nós.

Qual é a reação do mercado?

Temos um produto que é dolarizado, que é commodity, e tem muita importação no Brasil. O chinês vende aqui, sabemos disso, então ele vende em dólar, e acontecendo isso agora (alta do dólar) acaba tendo um preço em reais melhor. Então, o impacto dessa depreciação do real para a indústria como um todo é positivo.

E para a Aperam?

Também é positivo um dólar no patamar de agora. Não estou entrando no mérito de impacto na inflação. Para a Aperam, o dólar desse jeito nos dá competitividade.

Dólar alto gera aumento do aço produzido aqui?

Isso gera um aumento de consumo do aço local, gera um impacto em toda a cadeia.

Em função disso, a Aperam espera um cenário um pouco melhor?

O cenário não é positivo, e os fatores externos não trazem nenhuma grande vantagem. 

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