Fesp é incorporada à Uemg e amplia ensino gratuito universitário em MG

Uemg passa a ter 18 mil alunos e 112 cursos tornado-se uma das maiores universidade do Estados; sindicatos alertam para a questão orçamentária

iG Minas Gerais | Breno de Araújo |

Solenidade de incorporação da Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp) pela Uemg
Renato Cobucci / Imprensa MG
Solenidade de incorporação da Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp) pela Uemg

A Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp) foi incorporada à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), que passa a ser uma das maiores universidade de Minas Gerais, saltando de 5.700 para cerca de 18 mil alunos.

A cerimônia que oficializou o ato ocorreu na noite desta segunda-feria (3) em Passos, no Sul do Estado. Só na região serão beneficiados mais 3.913 alunos.

Estudantes, professores e moradores participaram do evento no auditório do Clube Passense. O governador Alberto Pinto Coelho ressaltou a importância da ampliação do ensino universitário gratuito como forma de promover o desenvolvimento social. “Por volta de 70% dos alunos que frequentam nossas universidades públicas estaduais são alunos que vieram da rede pública estadual, ou seja, são de famílias de menor poder aquisitivo e, portanto, asseguramos a oportunidade que seus filhos possam se profissionalizar, com cursos superiores e oportunidades de vida para se realizarem”, afirmou Alberto Pinto Coelho.

A estadualização da Fesp é a última prevista e, após a reestruturação da fundação, estará concluído o processo de ampliação total da Uemg, que se consolida como uma das maiores instituições de ensino superior de Minas Gerais. O número de cursos de graduação oferecidos pela universidade salta de 32 para 112, e o quadro de professores sobe de 853 para 1.800. A Uemg também oferece cursos de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu.

O presidente do Sindicato dos Professores da Uemg (SindUemg), Nelson Luiz Ribeiro da Silva, apoia a iniciativa que segundo ele vai "elevar o ensino gratuito por todo os Estado". Mas o presidente do SindUemg faz algumas ressalvas. "O que nos preocupa é o planejamento, a estrutura dos Campi, a precariedade em que alguns se encontram, as condições de trabalho e os baixos salários dos professores", afirmou.

Para o presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), Gilson Reis, a categoria a muito tempo é favorável ao processo que amplia o ensino público universitário. Mas segundo Gilson Reis, vários problemas devem ser observados. "Não temos orçamento, polícia de plano de carreira e ainda existe um ativo trabalhista de 15 a 20 milhões aproximadamente, que com esse processo, o Governo de Minas vai ter que arcar. Ainda na questão financeira, não dá pra imaginar como um Estado com dificuldades de caixa vai manter essa instituição de ensino, não dá pra pensar uma universidade sem recursos para a pesquisa", alertou.

Fesp A Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp) foi instituída pela Lei Estadual 6.140/1973 em substituição à Fundação Faculdade de Filosofia de Passos, existente desde 1965. Em abril de 1990, em função do artigo 81, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de Minas Gerais, que criou a Uemg, a Fesp optou por integrá-la, após consulta ao corpo discente, docente e administrativo da instituição e à comunidade passense.

A Fesp representa importante papel no desenvolvimento socioeconômico do município de Passos e região. Atualmente, são ofertados 24 cursos: Administração; Biomedicina; Ciências Biológicas; Ciências Contábeis; Direito; Educação Física Licenciatura; Educação Física Bacharelado; Enfermagem; Engenharia Agronômica; Engenharia Ambiental; Engenharia Civil; Engenharia de Produção; Estética e cosmética; Gestão Comercial; História; Jornalismo; Letras; Matemática; Moda; Nutrição; Pedagogia; Publicidade; Serviço Social e Sistemas de Informação.

Com a estadualização da fundação, ficam transferidas à Uemg as atividades de ensino, pesquisa e extensão, assim como os estudantes regularmente matriculados, ficando assegurado aos alunos o ensino público e gratuito.

Já foram estadualizadas desde abril a Fundação Helena Antipoff (Ibirité); Fundação Educacional Campanha da Princesa (Campanha); Fundação Fafile (Carangola), Fundação Educacional do Vale do Jequitinhonha (Fevale) (Diamantina), Fundação Educacional (Feit) (Ituiutaba) e Educacional (Funedi) (Divinópolis).

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