Árbitro relata bate-boca de Wesley e ameaças de dirigente do Bahia

A confusão começou após o fim de partida devido a provocações iniciadas pelo volante do Palmeiras e gerou empurrões entre os jogadores dos dois times

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Vuaden também relatou que, enquanto estava no gramado, sofreu ameaças do preparador físico do time baiano
Cesar Greco/ Ag. Palmeiras/ Divulgação
Vuaden também relatou que, enquanto estava no gramado, sofreu ameaças do preparador físico do time baiano

Depois da confusão entre os jogadores ocorrida no final da partida entre Palmeiras e Bahia, neste domingo (2), em Salvador, o árbitro Leandro Pedro Vuaden relatou na súmula que houve uma discussão entre os atletas e também ameaça de um dirigente ao término do confronto vencido pelos paulistas por 1 a 0.

Após o apito final da partida realizada na Fonte Nova, jogadores de ambos os times trocaram empurrões ainda no gramado devido a provocações iniciadas por Wesley, do Palmeiras, e dirigidas à Emanuel Biancucchi, do Bahia. No túnel que liga o gramado aos vestiários do estádio, o bate-boca ficou ainda mais intenso.

No entanto, o árbitro gaúcho escreveu na súmula apenas houve uma discussão envolvendo o camisa 11 palmeirense e o atacante Barbio, do Bahia, e que este fato "gerou um princípio de tumulto no campo de jogo", mas que foi "controlado pelos atletas e comissões técnicas de ambas as equipes".

"Após esse fato, quando ainda estávamos no gramado, houve um corre-corre para dentro do túnel de acesso aos vestiários de jogadores de ambas as equipes e comissões técnicas, por igual não foi possível detectar se houve algum fato que merecesse registro nesse relatório", relatou Vuaden. O juiz informou ainda que, enquanto estava no gramado, sofreu ameaças do preparador físico do time baiano, Carlos Fabiano Mazolla Vieira, que teria acusado a arbitragem de favorecer a equipe palmeirense.

"Conseguiram o que queria, a camisa do Palmeiras pesou, é uma vergonha devem estar com a camisa do Palmeiras por baixo do uniforme", transcreveu Vuaden, que revelou ainda ter sido ameaçado por um dirigente do clube da casa.

"Quando nos dirigíamos ao vestiário, que fica ao lado do vestiário do E.C. Bahia, fomos interpelados pelo sr. Rodrigo Pastana, supostamente diretor de futebol do clube, pois não está relacionado, que proferiu as seguintes palavras: Isso é uma vergonha, como não marcar um pênalti desse? A camisa pesou."

Com este relato de Vuaden na súmula, há a possibilidade de a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) oferecer uma denúncia para analisar os fatos e os jogadores envolvidos. O órgão ainda não se pronunciou sobre o caso.