Taxista de 92 anos é espancado e enforcado por adolescente de 14 em MG

Menor contou com a ajuda de um homem de 26 anos; idoso estava desaparecido há dois dias, depois que saiu de casa para fazer uma corrida em Santo Antônio do Amparo

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Vítima trabalhava há mais de 40 anos como taxista
Arquivo pessoal
Vítima trabalhava há mais de 40 anos como taxista

O assassinato de um taxista de 92 anos chocou os moradores de  Santo Antônio do Amparo, no Sul de Minas. O idoso foi espancado, enforcado e teve o corpo jogado em uma vala. O crime foi descoberto na manhã desta quinta-feira (30).

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Leandro de Prata Macedo Costa, a vítima saiu de casa na última terça-feira (28) para fazer uma corrida. “Na noite do mesmo dia, o carro dele foi visto por um familiar, mas acelerou e o parente perdeu o veículo de vista. Desde então, o caso começou a ser tratado como desaparecimento”, explicou o delegado.

Nessa quarta-feira (29), policiais civis começaram a procurar por José Campideli e alguns populares teria dito que o carro tinha passado pela região conhecida como “aeroporto”. 

A equipe continuou a procurar e, já na zona rural, conhecida com Guarita, o Corsa foi encontrado.

“Os policiais se aproximaram, e o alarme tocou. Minutos depois, um jovem sai de uma casa e disseque estava com o veículo. Ele foi encaminhado à delegacia e deu versões diferentes para o caso”, explicou Costa.

Enquanto isso, algumas pessoas da cidade foram ouvidas e um adolescente de 14 anos foi apontado como um dos participantes do crime.

O menor também seguiu para a delegacia junto com o pai, e os dois jovens contaram o que aconteceu. Após pedir a corrida, já com a intenção de cometer o roubo, a dupla levou o taxista para a zona rural do município.

Lá, o adolescente, que estava no banco traseiro, agarrou Campideli pelo pescoço enquanto o maior saiu do táxi e começou agredir a vítima com socos e pontapés.

“Já fora do veículo, o idoso foi enforcado e estrangulando. Eles jogaram o corpo na vala e foram embora”, disse o delegado.

Após a confissão do crime, o homem foi encaminhado ao presídio de Lavras e pode ser indiciado por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. O adolescente foi ouvido e entregue aos pais e pode responder por Ato Infracional Análogo ao Crime de Latrocínio.

“Trabalhava para distrair a cabeça”

Aos 92 anos, Campideli tinha uma vida ativa e era muito conhecido na cidade. Com mais de 40 anos de profissão, ainda trabalhava para não ficar com o tempo ocioso. “Ele fazia as corridas para distrair a cabeça. Não ia para lugar longe  e só dirigia durante o dia. Foi um absurdo o que aconteceu”, disse um familiar, que pediu para não ter o nome divulgado.

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