Produção da indústria mineira cai 0,5%, diz Fiemg

Emprego e a uso da capacidade instalada também recuaram e ficaram 1,5% e 1,2% menores

iG Minas Gerais | da redação |

A produção da indústria mineira caiu 0,5% em setembro, em comparação com agosto, e atingiu 45,2 pontos, segundo dados de pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). É o menor índice para um mês de setembro desde 2010. Com a produção em queda, o emprego e a utilização da capacidade instalada também recuaram e ficaram 1,5% e 1,2% menores, respectivamente, em relação ao mês anterior. “É um ciclo. A produção acompanha a baixa demanda, o que faz o emprego cair também”, diz a gerente de Estudos Econômicos da entidade, Erika Amaral. No trimestre, aumentou a insatisfação com as condições de acesso ao crédito, devido, segundo Erika, ao aumento das taxas de juros e da inadimplência. Outra dificuldade foi a alta no preço dos insumos e matérias-primas. “Além de vender menos, os empresários estão tendo que pagar mais caro para produzir”, afirma. O principal problema enfrentado pela indústria do Estado continua a ser a carga tributária, considerada entrave para 68% dos empresários no terceiro trimestre. Outros obstáculos são a falta de demanda (39,3%) e a competição acirrada de mercado (31,3%). Segundo Erika, os resultados negativos podem ser explicados por vários fatores. “A situação do país não está boa há muito tempo e, neste ano, a Copa fez cair o consumo, e as eleições geraram incertezas, também presentes em outros países, como os da Europa e os Estados Unidos”, diz. Para os próximos seis meses, as expectativas são pessimistas em relação a emprego, demanda, exportação e compra de matéria-prima que, segundo previsões da indústria, deve ser menor. “Independentemente de quem for eleito, 2015 vai ser um ano difícil, de ajustes. Já 2016 deve ser o ano da recuperação”, diz Erika. Nacional. Na indústria brasileira, a produção cresceu 0,5% em setembro, em relação a agosto, e atingiu 49,7 pontos, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da melhora no resultado, as expectativas ainda não são positivas. “A queda de produção foi de certo modo interrompida, mas as expectativas continuam negativas ou menos favoráveis do que estavam no último levantamento”, afirma o gerente executivo de Política Econômica da entidade, Flávio Castelo Branco.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave