Torcida do Sada Cruzeiro encanta canadense do time de Marcelo Mendez

Winters aprovou o que viu na última terça-feira, durante confronto contra o Minas

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Esportes / Belo Horizonte /  Minas Gerais -  BRASIL
Treino da Sada Cruzeiro no bairro preto.
Apresentacao do jogador Frederic Winters.

Foto: Uarlen Valerio/ O tempo - 02-10-2014
Uarlen Valério
Esportes / Belo Horizonte / Minas Gerais - BRASIL Treino da Sada Cruzeiro no bairro preto. Apresentacao do jogador Frederic Winters. Foto: Uarlen Valerio/ O tempo - 02-10-2014

Se a primeira impressão é a que fica, o canadense Winters, ponta do Sada Cruzeiro, não vai esquecer da torcida cruzeirense tão cedo. Na última terça-feira, ele teve seu primeiro contato com o oitavo jogador do time, que lotou o ginásio da UNIFEMM, em Sete Lagoas, para ver a vitória cruzeirense sobre o rival Minas Tênis Clube.

Nesta sexta-feira, o que ele considerou 'fantástico' pode ganhar um adjetivo ainda maior, já que ele verá o ginásio do Riacho, em Contagem, casa do time, estar cheio para as semifinais do Mineiro. Às 17h, Minas e UFJF abrem a rodada dupla, que se encerra com o jogo entre Sada Cruzeiro e Montes Claros Vôlei. 

"A torcida grita muito, isso já deu para perceber. O público parece não só gostar, mas conhecer e entender o esporte, que é algo muito importante no país, graças aos resultados da seleção. Em outros países, não era assim", mostra o jogador, que já rodou o mundo da bola por nações como China, Coreia, Catar, Rússia, Itália, EUA e Áustria.

Pela segunda vez na carreira, ele defende um time que tem um clube de futebol no escudo. "Na Coreia, o time que joguei também era de futebol, mas a relação não era tão próxima como aqui. Era bem diferente. A associação dos dois times era mais distante", lembra.

Para sentir ainda mais o calor da torcida, ele fez questão de ir ao jogo entre Cruzeiro e Internacional, no Mineirão, ao lado de companheiros de time. "Foi demais! Adorei, não tem como ir e não gostar", relata. Os amigos de time aparecem não somente nos momentos de diversão. "Eles me ajudam bastante sempre que preciso de alguma coisa. Já me ajudaram com coisas  da casa e a conseguir um telefone, por exemplo. Difícil apontar alguém do time que não perguntou se eu estava precisando de algo. Em um ambiente como este, tudo fica mais fácil", agradece.  BH, aos poucos, vai sendo conhecida

No pouco tempo de folga que teve, o canadense conheceu algumas atrações da capital mineira, como a Feira Hippie e a Praça da Liberdade. "No Canadá, temos uma feira parecida. Pude, ainda, ir para Vila Velha com minha namorada, quando tivemos uma brecha de dois dias sem treinos. Os companheiros de time me falaram que isso é raro e queria muito conhecer alguma praia", mostra.

O calor parece não incomodá-lo. "No Canadá, em outubro, é só frio e neve. Sou um privilegiado. O calor é forte, mas estou suportando bem. Não posso reclamar", brinca.