Sistema de “pagar a conta” mudou entre 2001 e 2014

O modelo de bandeiras, que iria entrar em vigor em janeiro deste ano e foi adiado para 2015, repassa em tempo real o aumento no custo de geração

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

A conta que o consumidor vai pagar pela crise de energia poderia ser menor, caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não tivesse adiado a vigência do sistema de bandeiras tarifárias. A avaliação é do presidente da CMU Energia, Walter Fróes. “Esse empréstimo de R$ 18 bilhões (tomado pelo governo para socorrer as distribuidoras) poderia ter sido menor se as distribuidoras já tivessem esse alívio no caixa”, afirma.  

O modelo de bandeiras, que iria entrar em vigor em janeiro deste ano e foi adiado para 2015, repassa em tempo real o aumento no custo de geração. Pelo sistema atual, o impacto dos gastos extras com geração só entram na conta no ano seguinte, quando a Aneel calcula o reajuste das tarifas. De todo jeito, quem paga a conta é o consumidor. Neste ano, se o sistema estivesse em vigor, a bandeira seria vermelha (a mais cara) em todos os meses até agora, com exceção de janeiro.

Histórico. Em 2001, ano do “apagão” de energia, quem pagou a conta da seca também foi o consumidor. Naquela época, não havia as térmicas. Sem alternativas mesmo que mais caras para aumentar o volume de energia disponível, foi adotado um racionamento. Cada consumidor tinha uma meta de redução de consumo, baseada em seu histórico. Quem ultrapassava, pagava uma sobretaxa.

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