Aposta de solução, Corta Caminho está quase largado

Poucas obras de projeto foram concluídas, e cronograma para próximos passos não é claro

iG Minas Gerais | |

Intervenção na Via 210, a única já concluída, ficou pronta no ano passado
alex de jesus - 16.5.2012
Intervenção na Via 210, a única já concluída, ficou pronta no ano passado

Uma das estratégias adotadas pela Prefeitura de Belo Horizonte para minimizar os transtornos causados por engarrafamentos no trânsito e entraves na mobilidade é a articulação da cidade como um todo, sem que as pessoas tenham que passar pelo centro. No entanto, o programa Corta Caminho – proposta de solução viária criada em 2009 para melhorar a mobilidade a partir da ligação de regiões – concluiu poucas obras e não tem cronograma claro. As alterações previstas foram elaboradas a partir do Programa de Estruturação Viária de Belo Horizonte (Viurbs), base de dados finalizada em 2008 para orientar o Executivo nas alterações viárias necessárias. O estudo previa 148 intervenções, mas apenas 13 saíram do papel, segundo informações apresentadas no site oficial da prefeitura.

As cinco vias principais previstas no programa, segundo a Secretaria Adjunta de Planejamento Urbano da capital, são as 710, 800, 590, 220 e 210, sendo que a última foi a única concluída. Já a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura afirma que também entraram no planejamento as obras do complexo da Lagoinha e do Bulevar Arrudas III e V, concluído.

O programa teve investimentos de R$ 210,1 milhões, gastos na Via 210, no Bulevar Arrudas V e na Via 710, inclusive com desapropriações. Estão previstos investimentos de R$ 246,2 milhões para Via 710, Bulevar Arrudas III e complexo da Lagoinha – cujo início está previsto para os próximos meses e depende apenas de processos licitatórios, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura. Já as vias 220 – que vai integrar o futuro corredor transversal Barreiro/Centro Administrativo – e 590, ambas em Venda Nova, ainda não têm cronograma.

inviabilidade. De acordo com a pasta, a Via 800 foi suspensa por ser financeiramente inviável. O projeto foi orçado em R$ 400 milhões e previa túnel sob o bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste, ligando as avenidas Carlos Luz (Catalão) e Tereza Cristina. Sem a Via 800, o Anel Intermediário – com 19 km, entre a avenida do Contorno e o Anel Rodoviário, ligando as regiões Leste, Nordeste, Noroeste, Oeste e Centro-Sul – também não será implantado. Ainda fariam parte do complexo a Via 710 e a avenida Bernardo Vasconcelos.

Para a Secretaria Adjunta de Planejamento Urbano, no entanto, todos os trechos do Corta Caminho são viáveis, e a demora nas intervenções se deve ao processo de captação e disponibilização das verbas, que têm como origem o município e a União. Segundo o órgão, o programa é contínuo e depende de investimentos e do interesse público. Quanto às obras paradas, o secretário adjunto da pasta, Leonardo Castro, afirma que alguns trechos tiveram os projetos interrompidos após a aferição dos custos de desapropriações.

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