Juiz inocenta black blocs de portar explosivos em SP

Professor e estudante da USP que ficaram presos 45 dias foram absolvidos nesta quinta

iG Minas Gerais |

O estudante da USP Fábio Hideki, que ficou 45 dias preso
Reprodução YouTube
O estudante da USP Fábio Hideki, que ficou 45 dias preso

SÃO PAULO. A Justiça absolveu nesta quinta dois manifestantes suspeitos de liderar protestos violentos da acusação de porte de explosivos. O estudante da USP Fábio Hideki Harano e o professor de inglês Rafael Lusvarghi haviam sido denunciado no artigo 16 da Lei do Desarmamento, que prevê de três a seis anos de prisão para quem portar ou fabricar explosivos sem autorização.

Porém, peritos do Instituto de Criminalística e do Gate (grupo antibombas da PM) concluíram que os artefatos encontrados com eles durante manifestação na região da avenida Paulista em 23 de junho não tinham potencial nem incendiário, nem explosivo. Os objetos que a polícia tratou como explosivos eram uma garrafa de achocolatado com odor de gasolina e um frasco de fixador de tintas. Dois dias após a revelação, o juiz Marcelo Matias Pereira determinou a soltura dos réus, que estavam presos havia 45 dias. Segundo ele, a acusação estava “enfraquecida” .

Hideki e Lusvarghi foram considerados os primeiros líderes black bloc (tática usada por manifestantes que prega a depredação do patrimônio público e privado) identificados e presos pela polícia. Em sua decisão proferida nesta quinta, o juiz Marcelo Matias Pereira disse que ficou comprovada a inexistência de explosivos. “Resta claro que os materiais aprendidos em poder dos acusados são meros simulacros de explosivos, inoperantes, ineficientes, de modo que não têm capacidade de produzir explosão”. Os dois continuarão respondendo a processo por associação criminosa, incitação ao crime, resistência e desacato.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave