Cidadãos escoceses vão definir o futuro do país nesta semana

Depois da consulta à população, se a maioria decidir pela independência da Escócia, ela deve ser declarada em 24 de março de 2016; o referendo acontece na próxima sexta-feira (18)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Campanha.
 Escoceses a favor da independência do país participaram de evento em Glasgow, ontem
Danny Lawson
Campanha. Escoceses a favor da independência do país participaram de evento em Glasgow, ontem

Na próxima sexta-feira (18), os escoceses vão às urnas votar pelo futuro da nação. Os cidadãos precisam escolher se a Escócia deve se tornar um estado independente ou continuar a ser parte integrante do Reino Unido. Após 300 anos de união com a Inglaterra, a pergunta do referendo "A Escócia deve se tornar um estado independente?" pode alterar relações diplomáticas, econômicas, sociais que vão afetar profundamente as próximas gerações. 

Depois da consulta à população, se a maioria decidir pela independência da Escócia, ela deve ser declarada em 24 de março de 2016. Antes disso, serão negociados com o governo britânico os termos da separação.

Algumas pontos que podem sofrer mudanças com a confirmação a separação da Escócia do Reino Unido: 

- Existem grandes chances de que o país seja excluído da União Europeia. Isso porque alguns países do bloco são totalmente contra conceder à Escócia os mesmos privilégios concedidos ao britânicos, como, por exemplo, não ser obrigado a adotar o euro como moeda oficial e não fazer parte da zona de Schengen, que abre as fronteiras para livre circulação de pessoas dos países membros. Na União Europeia, a saída dos escoceses também pode acabar enfraquecendo a influência dos britânicos.

- A Escócia possui a maior parte das reservas de petróleo e gás do Reino Unido, constituindo 15% da economia. Entretanto, mais de dois terços do comércio exterior é destinado ao território britânico. A independência do estado pode afetar profundamente a economia das duas partes, impactando uma crise financeira, com as relações diplomáticas estremecidas.

-  Royal Bank of Scotland e Lloyds, os dois maiores bancos escoceses, já anunciaram que caso seja confirmada a independência do estado, eles deixarão Edimburgo e irão mudar suas sedes para Londres. Além deles, outras empresas e instituições financeiras também demonstraram o mesmo interesse.

-  Com relação a participação do Reino Unido na Otan, com a separação da Escócia, toda a estrutura bélica da marinha britânica instalada no país terá de ser transferida.

- O país possui um primeiro- ministro e um Parlamento próprio, com 128 lugares. Para os políticos a favor da separação, uma Escócia independente pode dar total poder aos escoceses para tomarem as próprias decisões.

- Já no que diz respeito ao papel da Rainha Elizabeth II, o Partido Nacional Escocês (SNP) disse que quer que a nova Escócia seja uma monarquia constitucional, com a rainha como sua soberana - como acontece no caso da Austrália ou do Canadá.

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