Funcionários também sofrem

iG Minas Gerais |

Os problemas financeiros do Ipatinga/Betim inviabilizam os resultados. Além dos jogadores recém-chegados que, em três meses, ainda não viram a cor do dinheiro, os poucos funcionários também estão com salários atrasados. O massagista Wanderley dos Santos, por exemplo – que às vezes faz o papel de fisioterapeuta e até de médico –, reclama de dois anos e cinco meses de vencimentos.

“Vamos colocar em dia na semana que vem. Vamos juntar os amigos para pagar todo mundo”, promete o presidente Jaider Moreira. Com a perda de patrocinadores e do apoio do poder público, o time, que já foi campeão mineiro (2005) e disputou a Série A do Brasileiro (2008), tem hoje uma situação digna de pena.

As atividades físicas e técnicas continuam sendo realizadas no CT do Cariru, espaço cedido pela Usiminas, que paga as despesas com água e energia. Parte do local (o ginásio e o campo de futebol), porém, está interditada por causa de uma contaminação ambiental. Embora não estejam inutilizáveis, sala de musculação, piscinas, alambrados, áreas de lazer e alguns prédios estão malconservados.

É no CT que fica o alojamento dos atletas. A capacidade é de 30 pessoas, espaço que esteve cheio ultimamente com a chegada de tantos atletas. Os jogadores recebem café da manhã, almoço e jantar. O clube mantém uma escolinha de futebol, mas há três anos não tem categorias de base.

Sem um gramado com dimensões oficiais, o time pega o ônibus e enfrenta um trecho de estrada de terra para treinar no campo da empresa Vital Engenharia. O espaço é bem conservado. O time segue mandando seus jogos no estádio Ipatingão. (TN)

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