Ato une favoráveis ao impeachment e à intervenção militar em Belém

Também houve pedidos de redução do preço da gasolina, fim do "calote no Fies" e agradecimentos a Sergio Moro, juiz federal responsável pelos processos da Operação Lava Jato

iG Minas Gerais | Folhapress |

Uma manifestação contra o governo Dilma Rousseff (PT) reuniu em Belém grupos que defendem o impeachment da presidente e, em menor número, que pedem intervenção militar, neste domingo (15).

Também houve pedidos de redução do preço da gasolina, fim do "calote no Fies" e agradecimentos a Sergio Moro, juiz federal responsável pelos processos da Operação Lava Jato.

"Vamos mostrar a força do Norte, a força do açaí, a força da farinha", disse ao microfone o manifestante Pedro Donato, 25, que pedia a saída democrática da presidente.

A Polícia Militar estima que 50 mil pessoas fizeram caminhada pelas principais ruas da cidade entre 9h30 e 13h. Organizadores do ato dizem que foram 70 mil.

Entre os presentes, estavam o Sindicato dos Proprietários de Vans, o Sindicato dos Trabalhadores de Supermercados e membros da maçonaria.

Do alto de carros de som, manifestantes puxavam versos como "Dilma vai embora / O Brasil não quer você / Leve o Lula junto / Vagabundo do PT", uma paródia de "Pra Não Dizer que Não Falei das Flores", composição anti-ditadura militar de Geraldo Vandré.

Em um desses carros, havia uma faixa com os dizeres "Contra o caos, marginais e corruptos, militares já!".

INTERVENÇÃO MILITAR Em baixo, pessoas seguravam cartazes pró-intervenção militar. "Quero os militares. Com impeachment, não haverá limpeza. Os militares têm seriedade e hierarquia", disse a gestora em saúde Flávia Moura, 33.

Outras pessoas, como o técnico em fiscalização Robert Santos, 56, afirmavam que há atualmente uma "ditadura do PT" e que só um impeachment garantirá a democracia. "Dilma rasgou a Constituição e tem que ser deposta por improbidade", disse.

A manifestação foi encerrada na praça da República, centro da capital, com um Pai Nosso e promessas de mais protestos e "panelaços" em pronunciamentos da presidente. 

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