Mudanças na Usiminas agitam mercado

Entrada de empresário minoritário no conselho é bem aceita

iG Minas Gerais |

São Paulo. As ações da Usiminas dispararam na última sexta-feira impulsionadas pela notícia de que o empresário Lírio Parisotto, um dos maiores investidores individuais do país e importante acionista minoritário da siderúrgica, passe a fazer parte do conselho de administração da companhia mineira. Os papéis ordinários (com direito a voto) encerraram o dia 13 de março a R$ 13,49, com alta de 38,93%, já as ações preferenciais (sem direito a voto) subiram 4,52%, a R$ 4,86.

Na última terça-feira, a L. Par, fundo gerido pela Geração Futuro, que reúne os recursos de Parisotto, teria encaminhado à Usiminas pedido de convocação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para recompor o conselho de administração da siderúrgica, segundo uma fonte a par do assunto. O plano de Parisotto é se tornar conselheiro da Usiminas e indicar seu nome para a presidência do conselho, hoje ocupada por Paulo Penido, nome de confiança do Nippon, segundo fontes de mercado.

Enquanto os grupos Nippon Steel, do Japão, e a Ternium, subsidiária do grupo ítalo-argentino Techint, acionistas do bloco de controle da Usiminas, travam um embate público desde setembro passado, numa das maiores disputas societárias do país, Parisotto tem se articulado, nas últimas semanas, para recompor o conselho de administração da siderúrgica, que está com um assento a menos desde outubro passado, quando a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) vendeu suas ações para a Ternium.

De acordo com fontes, o empresário conseguiu reunir 5% do capital social da companhia, unindo-se a outros investidores minoritários, para poder ter direito a convocar a assembleia. Parisotto foi mais ágil que o BTG, que também tem se movimentado nos últimos meses, com a compra de ações ordinárias da siderúrgica, na qual a instituição financeira é a única cotista, segundo as mesmas fontes.

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