Rio terá um núcleo de inteligência para combater crimes transnacionais

Iniciativa contará com aproximadamente 30 homens das polícias Civil, Militar e Federal.

iG Minas Gerais |

RIO DE JANEIRO. O tráfico de armas no Rio de Janeiro será combatido por um núcleo de inteligência integrado por aproximadamente 30 homens das polícias Civil, Militar e Federal. A iniciativa, que tem por objetivo ampliar a atuação no combate aos crimes transnacionais, foi aprovada pelo Ministério da Justiça e será aplicada a partir do próximo dia 23. As informações são da Agência Brasil.

O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio (Seseg), José Mariano Beltrame, caracterizou nesta semana o núcleo de Minimissão Suporte e destacou que o grupo vai investigar grandes casos, desde a entrada de armas e outros equipamentos até drogas que vêm de outros Estados.

“Nós não podemos esperar o resultado do rastreamento dessas armas para, a partir daí, começarmos a trabalhar. Muitas vezes, o fabricante internacional não tem interesse em fornecer dados sobre os compradores, já que produz e vende armas conforme a legislação do país de origem”, afirma o secretário.

De acordo com a secretaria, houve um aumento no volume de armas de grande porte apreendidas no início deste ano: 89 fuzis – o dobro se comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte do armamento foi fabricada, há pouco tempo, em países como Áustria e Ucrânia.

Segundo a pasta, os agentes da Minimissão Suporte passaram por avaliação da Subsecretaria de Inteligência. O efetivo será integrado à Força Nacional e passará por treinamento na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, na próxima semana. Os policiais poderão agir em todo o Brasil.

“A iniciativa demonstra pró-atividade com o secretário Beltrame oferecendo policiais que conhecem os problemas e são especialistas no assunto, provocando uma resposta do governo federal, que tem sua responsabilidade na questão da segurança pública”, avalia o mestre em antropologia pela Universidade Federal Fluminense e ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Paulo Storani,

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