Crise segue afetando categoria

Das 11 equipes que iniciaram temporada de 2014, dez seguem no grid, muitas com sérias dificuldades

iG Minas Gerais | Rômulo Fegalli |

Campeões. 
Fernando Alonso e Sebastian Vettel mudaram de equipe na temporada passada e terão o desafio de tentar voltar ao topo da categoria em 2015
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Campeões. Fernando Alonso e Sebastian Vettel mudaram de equipe na temporada passada e terão o desafio de tentar voltar ao topo da categoria em 2015

A cada ano, a crise econômica que assola o mundo desde 2008 vem causando mais dificuldades à Fórmula 1. A distribuição desigual dos valores que são passados às equipes pelos donos dos direitos da modalidade, além da falta de patrocínios, tem levantado questionamentos sobre o futuro do esporte, sempre tão cercado de glamour.

Nesta temporada, a Caterham ficará fora da disputa, justamente por estar afundada em dívidas. No ano passado, a escuderia tentou leilões para equilibrar as contas e até um contrato com Rubens Barrichello para que ele corresse nos Estados Unidos, Brasil e Abu Dhabi, mas a crise foi mais forte.

A Marussia, que também esteve no vermelho, com risco de quebrar, e inclusive ficou de fora das últimas provas de 2014, conseguiu um investidor para correr em 2015, mas com o nome de Manor.

Segundo o especialista em Fórmula 1 José Inácio, o momento é delicado, já que a categoria continua dependendo de quantias elevadas para acontecer de fato. “O mundo está em crise. Está mais difícil conseguir patrocinadores. A McLaren correu o ano todo (2014) sem um patrocinador principal, isso em 50 anos. E 2015 começou do mesmo jeito. A crise é geral e a Fórmula 1 não está ficando mais barata por causa disso”, explicou o especialista, que mantém o site joseinacio.com.

Outras escuderias também enfrentam problemas. Em 2014, Sauber e Force India chegaram a ameaçar deixar o campeonato antes do fim. A Force India, inclusive, iniciou este ano com as contas no vermelho, devendo alguns fornecedores, o que acarretou atraso no término de seu novo carro, que só ficou pronto no final da pré-temporada.

“A falta de patrocínio é uma consequência da crise mundial. Essa crise começou em 2008 nos Estados Unidos, mas, como havia contratos da Fórmula 1 que eram em dólar e não em euros, muitos deles custaram a acabar, não foram renovados, ou foram renovados em bases bem mais modestas”, lembra Lito Cavalcanti, comentarista do SporTV.

Dança das cadeiras atingiu dois medalhões e seis títulos Em uma categoria tão disputada e com tanto dinheiro investido, ter um piloto de ponta pode fazer a diferença. Ao contrário do que geralmente acontece de um ano para o outro, com apenas novatos entrando em equipes menores e pilotos do segundo escalão trocando de time, em 2014/2015 duas transferências agitaram os bastidores do recesso da F-1. Nada menos que seis títulos mundiais estão em questão com as trocas do tetracampeão Sebastian Vettel e do bicampeão Fernando Alonso. O alemão saiu da Red Bull, onde obteve todas as suas conquistas, para correr pela tradicional Ferrari, que foi só coadjuvante nos últimos anos. Já o Espanhol deixou o time italiano para apostar na histórica, mas também atualmente secundária McLaren.

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