No lugar e na hora certas

Gabriel Godoy vive experiência positiva como o atrapalhado Afeganistão de “Alto Astral”, folhetim de Daniel Ortiz

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

“Preciso de uma coisa densa, sem humor. Gosto muito de personagens que sejam ambíguos”
Isabel Almeida/czn
“Preciso de uma coisa densa, sem humor. Gosto muito de personagens que sejam ambíguos”

Em sua primeira novela, Gabriel Godoy sente que entrou na Globo no momento certo de sua carreira. Mais maduro e confiante em seu desempenho como Afeganistão, o ator diz que foi um privilégio ter sido convidado para “Alto Astral” pelo o autor Daniel Ortiz.

Por ter entrado na trama ao lado de amigos como Sabrina Petraglia, Conrado Caputo e Débora Rebecchi, que conheceu na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP), ele se sentiu mais à vontade fazer todos rirem em cena. Outro reencontro proporcionado pelo folhetim foi com Leopoldo Pacheco, que interpreta o pai de seu personagem, Manuel. “Leopoldo foi visagista da peça ‘A Flauta Mágica’, que fiz em 2007. Então, fui muito acolhido na novela e encarei com tranquilidade o trabalho”, relata.

Gabriel acredita que teve sorte ao ser escalado para viver um personagem que sofre de déficit de atenção, o que faz com que fale errado. Ao pesquisar mais sobre o assunto, o ator descobriu que teria mais dificuldade do que imaginava para falar o português de forma incorreta. “Requer concentração. É quase como falar inglês ou fazer um sotaque diferente”, compara.

Ao lado de Mônica Iozzi, Gabriel ainda vai protagonizar muitas cenas de humor. A parceria tem funcionado, inclusive, porque ambos têm liberdade de improvisar em cima do texto.”A Mônica tem um humor bem parecido com o meu. Ela é muito sarcástica”, revela.

Apesar de se sair bem fazendo um tipo cômico, o ator deseja conquistar um papel dramático futuramente. Tanto como Afeganistão quanto dando vida ao malandro Oscar, na série da HBO “O Negócio”, ele explorou o humor. No entanto, por medo de ficar rotulado, a necessidade de fazer algo diferente está muito clara para Gabriel. “Preciso de uma coisa densa, sem humor. Gosto muito de personagens que sejam ambíguos, que você não consegue entender o que é aquele cara”, confessa.

Preferências O que falta na TV: Pegar uma parte da programação do canal Cultura misturar com a do Canal Brasil e colocar em emissoras mais populares O que sobra na TV: Desgraça Ator: Jude Law e Ricardo Darín Atriz: Meryl Streep e Elisabeth Savalla Com quem gostaria de contracenar: Lima Duarte, Antonio Fagundes, Wagner Moura, João Miguel e Júlio Andrade Filme: “Na Natureza Selvagem”, de Sean Penn, em 2008 Livro: “Mutações”, de Liv Ullmann Autor: Roberto Freire Diretor: Fernando Meirelles

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