Sada Cruzeiro sofre diante do Montes Claros mas garante vaga na semi

Equipe celeste superou força da torcida, que lotou arquibancadas do Tancredão no maior público da atual edição

iG Minas Gerais |

Sada Cruzeiro teve atuação de destaque nos dois primeiros sets
RENATO ARAÚJO - SADA CRUZEIRO
Sada Cruzeiro teve atuação de destaque nos dois primeiros sets

Com uma esperada dificuldade, o Sada Cruzeiro, atual campeão brasileiro, venceu o Montes Claros Vôlei no segundo jogo das quartas de final da Superliga masculina. O time celeste garantiu a classificação para a semifinal e agora aguarda o vencedor do confronto entre Minas Tênis Clube e Volei Brasil Kirin-SP, que jogam neste domingo, em Campinas. Uma semifinal mineira pode acontecer em caso de vitória minastenista. O time da capital teve que superar a pressão da torcida. Mais de 9.000 pessoas compareceram ao ginásio Tancredo Neves, fazendo a partida ter o melhor público desta edição da Superliga.

O resultado eliminou os donos da casa da competição. Na primeira partida da série, em Contagem, o Sada já havia vencido. O jogo deste sábado foi mais disputado do que o confronto de abertura, terminando após quatro sets (25/23, 25/18, 26/28 e 31/29). 

Mesmo vivendo momentos desfavoráveis dentro da partida, a equipe da capital teve lucidez para não se abater e buscar a reação. Depois de vencer os dois primeiros sets, o empate nas parciais seguintes, inesperada para muitos, fez a duelo ganhar muita emoção. Tudo pela vibração e garra do Montes Claros, que não se deu por vencido e foi até o seu limite, fazendo a diferença técnica cair por terra. "Sabíamos que seria difícil até por ser um duelo de quartas de final. Sofremos em alguns momentos, mas o mais importante foi a vitória. Tivemos uma queda e isso pesou. Agora é descansar para pensar na semifinal", comenta o ponta Leal. 

Não bastando as dificuldades, como a qualidade do outro lado da quadra, a força das arquibancadas e o forte calor, o Sada Cruzeiro teve que lidar, ainda, com uma arbitragem insegura, que incomodou bastante os dois lados, principalmente no começo do jogo. vários foram os momentos em que quem tinha que comandar o duelo não mostrou pulso suficiente, gerando insatisfação das equipes.

Com a bola no alto, o time azul começou muito bem e comandou as ações nos dois primeiros sets. Usando da mesma estratégia do primeiro jogo, com serviços precisos se alternando entre pancadas e outros mais táticos, os visitantes conseguiam incomodar a recepção do Pequi Atômico. O bloqueio funcionava bem e deixava a classificação próxima. Mas a concentração caiu na sequência e o MOC aproveitou, fazendo os atuais campeões tendo que suar muito para garantir a passagem para a próxima fase. O oposto Wallace foi um dos destaques com alto aproveitamento nas viradas de bola, mostrando que a parceria com o levantador William está cada vez mais afinada. O ponta cubano Leal também foi bem e saiu de quadra com o troféu Viva Vôlei.

O jogo

O primeiro set foi marcado pela troca de pontos. Poucos foram os momentos em que algum time abriu pequena diferença, que logo era tirada. Depois de sentir Filipe inconstante, o técnico Marcelo Mendez, do Cruzeiro, colocou o canadense Winters em seu lugar. A mexida deu certo e fez o time ganhar consistência. Com dois pontos de bloqueio, Winters deu sua dose de contribuição para os visitantes fazerem 1 a 0.

No segundo set, mais equilíbrio. Somente depois do 13 a 13 é que o time azul conseguiu abrir vantagem de três pontos. O técnico do Montes Claros, Marcelinho Ramos, não conseguiu esconder a insatisfação com os erros da equipe, que facilitava as coisas para o favorito ao título. Com poucos erros, os visitantes não tiveram muito trabalho para ficar a um set da vitória.

No terceiro set, o Montes Claros foi outro. Com muita potência no saque, os donos da casa não se deram por vencidos e mostravam-se cientes de que era tudo ou nada. Vibrante e aguerrido, o time foi pra cima do Cruzeiro e a torcida veio junto.

Um novo set abaixo não seria perdoado pelo time de melhor campanha. Com o oposto Cléber e o central Pedrão inspirados, o Montes Claros incomodou os celestes desde o começo. A recepção azul tinha dificuldades para encaixar e o time do interior conseguiu abrir três pontos já no começo da parcial. A diferença foi mantida até a reta final, com o Cruzeiro apresentando outra intensidade de jogo, deixando desperdiçar importantes contra-ataques.

Quando tudo indicava um quarto set, o Sada renasceu. O placar apontava 23 a 20 para os donos da casa, quando uma reação celeste foi buscada. Um saque de Winters foi o início de uma troca de pontos, que levou a parcial para além dos 25 pontos. Aproveitando erros do Cruzeiro, o MOC se manteve vivo.

Na etapa seguinte, o Montes Claros continuou firme dentro de quadra, errando pouco e conseguindo pressionar o adversário. O Sada Cruzeiro não conseguia reencontrar o bom desempenho das primeiras parciais e os donos da casa aproveitaram o bom momento. A diferença no placar era pequena, mas sempre tinha o MOC na dianteira. Winters não conseguia repetir a atuação do início e Marcelo Mendez voltou a colocar Filipe em quadra.

O quadro do set anterior se repetiu, com o Montes Claros, três pontos na frente, permitindo o empate. De volta ao jogo, o Sada Cruzeiro perdeu a chance de fechar o jogo e garantir sua presença entre os melhores. Faltam poucas vitórias para o time chegar a sua quinta final seguida de Superliga.

 

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