Ato em BH defende Petrobras, democracia e reforma política

Manifestação foi realizada no centro da capital mineira e reuniu sindicalistas e militantes partidários

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda / Lucas Pavanelli |

Percurso. O protesto começou na praça Afonso Arinos e se estendeu até a praça Sete, onde o ato foi concluído no início da noite
DENILTON DIAS / O TEMPO
Percurso. O protesto começou na praça Afonso Arinos e se estendeu até a praça Sete, onde o ato foi concluído no início da noite

Cerca de 2.000 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, foram às ruas de Belo Horizonte na tarde desta sexta em um ato que reuniu centrais sindicais, movimentos sociais e membros de partidos, como o PT e o PCdoB, em defesa da democracia, da Petrobras e a favor da reforma política. Os manifestantes se concentraram na praça Afonso Arinos, em frente ao monumento da Torre de Petróleo, inaugurada em 1958, durante a campanha do “Petróleo é nosso”.

Com bandeiras e camisas de entidades como Movimento dos Sem Terra (MST), Atingidos por Barragens (MAB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e macacões da Petrobras, os militantes saíram em caminhada até a praça Sete, acompanhados por dois trios elétricos. Segundo a CUT, 20 mil pessoas participaram do evento.

Os manifestantes marcaram uma posição mais em defesa das instituições e contra o impeachment do que a favor da presidente Dilma Rousseff.

A senadora pelo Amazonas Vanessa Grazziotin (PCdoB) subiu o tom ao se referir à manifestação contra o governo marcada para este sábado. “Vamos chamar esses ‘coxinhas’ para o desafio. Defendemos o fim do financiamento privado, que é o que gera a corrupção neste país, e queremos ver se eles têm coragem de defender essa medida”, desafiou.

O deputado federal Nilmário Miranda (PT) criticou as mobilizações pelo impeachment por parte da oposição. “Se eles querem governar o Brasil, que ganhem as eleições de 2018”, disse.

A presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, destacou que a manifestação não é um ato em favor de Dilma Rousseff, mas em defesa da democracia. “ Em Minas o PSDB ficou no poder por 12 anos governando de forma que não concordamos, mas nunca nos mobilizamos para tirá-los do poder na marra. Também defendemos a reforma política e a Petrobras”, concluiu.

Regap

BR–381. Pela manhã, uma outra manifestação em defesa da Petrobras fechou a rodovia Fernão Dias em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap). Cerca de 400 pessoas participaram do ato.

Trânsito parado, mas sem tumulto Durante o percurso do protesto, a avenida Afonso Pena, no sentido rodoviária, foi completamente fechada. A interdição começou na altura da rua Timbiras e se prolongou até a praça Sete. O cruzamento das avenidas Afonso Pena com Amazonas ficou fechado por mais de meia hora. O trânsito apresentou congestionamentos em vários pontos da região central. Enquanto alguns motoristas demonstravam irritação e motociclistas tentavam furar o bloqueio. Alguns buzinavam em apoio ao ato. Não houve tumulto.

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