Ilha tem quadra de tênis e aula de inglês

Local onde ocorrem as execuções tem rotina menos sombria

iG Minas Gerais |

Uma balsa simples sai de Cilacap e leva os visitantes à ilha
AZKA
Uma balsa simples sai de Cilacap e leva os visitantes à ilha

Jacarta, Indonésia. Conhecida como a “ilha das execuções”, Nusakambangan, na Indonésia, é o local onde presos condenados à morte, como o brasileiro Rodrigo Gularte, são executados por fuzilamento.

Mas, segundo reportagem da BBC Brasil, o cotidiano do presídio não é tão sombrio quanto sua fama, oferecendo aulas de línguas, artesanato, esporte e, para alguns, até bate­papo por celular. O brasileiro Marcos Archer, executado em janeiro, era praticante de tênis e tinha sua própria raquete pendurada na cela.

Cada unidade tem uma praça central, uma pequena capela, um templo budista e uma mesquita.

A BBC conversou com dez pessoas com acesso à cadeia, que ocupa parte de ilha – no resto, há florestas e praias com acesso livre a turistas.

Há sete prisões em Nusakambangan, onde estão cerca de 1.400 detentos, condenados por tráfico de drogas e outros crimes. Três contêm áreas de segurança máxima, segundo o jornal “Jakarta Post”.

As visitas ocorrem duas vezes por semana, em dias alternados. Visitantes do paranaense Rodrigo Gularte, na fila de execução, entram às terças e quintas.

Os presos ficam livres e só são levados para o “isolamento” apenas após serem avisados da execução, o que ocorre com 72h de antecedência.

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