Esperança de manter tradição

Agora na Sauber, o principal desafio do brasileiro será mostrar seu talento e bom desempenho nas pistas, fazendo jus à tradição de grandes pilotos do país na Fórmula1

iG Minas Gerais | Débora Costa |

O sonho de qualquer jovem piloto é chegar à Fórmula 1, principal categoria do automobilismo. No campeonato de 2015, Felipe Nasr, 22, terá a chance de competir entre os melhores pela primeira vez.

Rápido ao volante, brigador por posições e determinado nas pistas. Essas são algumas das características que fizeram com que Nasr chegasse à Fórmula 1. Os bons resultados em categorias menores também foram responsáveis por levá-lo a ter um carro na elite dos pilotos.

Natural de Brasília, ele começou sua carreira aos 7 anos, no kart, quando ganhou vários títulos. A partir de 2008, iniciou sua trajetória pilotando monopostos, mas só começou a se destacar mundialmente, quando venceu a Fórmula 3 britânica, em 2011. Além disso, foi responsável por grandes vitórias na GP2 – a “Segunda Divisão” da F-1 –, entre 2012 e 2014, além de bons tempos no programa de pilotos reservas da Williams, no ano passado.

Agora na Sauber, o principal desafio do brasileiro será mostrar seu talento e bom desempenho nas pistas, fazendo jus à tradição de grandes pilotos do país na Fórmula1.

Cartão de visitas. E os bons resultados de Felipe Nasr já apareceram na pré-temporada, quando o piloto chegou a liderar vários testes nos circuitos de Jerez de la Frontera e Barcelona, ambos na Espanha.

“Estou muito feliz, pois nós não tivemos quaisquer problemas no carro. O carro é confiável, por isso fomos capazes de coletar uma grande quantidade de dados (na pré-temporada). Agora eu mal posso esperar por Melbourne”, disse Nasr após o último treino da pré-temporada, disputado no dia 1º de março.

Calma. “Ele é muito promissor, é um dos melhores pilotos que saiu da GP2 nos últimos anos. Não acho que ele vai tocar fogo no mundo, não é o novo Ayrton Senna, assim como alguns dizem. Ele pode se tornar um Nico Rosberg, que quando começou não era um piloto de grandes feitos”, analisa o correspondente da revista britânica “Autosport” e comentarista do SporTV, Lito Cavalcanti.

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