Ministro belga quer atenção especial aos ‘novos barbudos’

E-mail interno pede que funcionários relatem mudanças de atitude que indiquem radicalização

iG Minas Gerais |


Críticas. 
Ministro reconheceu “pequena gafe” ao pedir inventário sobre barbudos e pessoas isoladas
MOHAMMED ABED
Críticas. Ministro reconheceu “pequena gafe” ao pedir inventário sobre barbudos e pessoas isoladas

Bruxelas, Bélgica. O ministro belga da Ajuda à Juventude e das Casas de Justiça, Richard Madrane, pediu aos oficiais de Justiça para registrar evidências de radicalização islâmica, apontando novos “barbudos”, o que provocou críticas de um sindicato.

Os cerca de 700 funcionários do ministério, que são responsáveis pelo controle de pessoas em liberdade condicional ou que realizam serviços à comunidade, receberam nesta semana um e-mail em que são convidados a realizar um inventário preciso dos indivíduos que “têm mostrado sinais de radicalização”.

O e-mail foi enviado dois meses após o desmantelamento de uma célula jihadista que preparava ataques na Bélgica.

Os funcionários foram convidados a identificar, no prazo de três dias, qualquer “mudança de atitude”, tais como “não querer apertar as mãos de uma mulher, se tornar barbudo ou se vestir de acordo com os critérios do Alcorão, o abandono de atividades divertidas que a pessoa gostava de fazer antes etc”.

“Não é o papel dos assistentes judiciais. Eles não vão se transformar em informantes da polícia”, respondeu ontem um funcionário do sindicato cristão CSC, Xavier Lorent, lamentando que os critérios sejam “subjetivos” e que “visam apenas uma espécie de radicalismo”.

Não são os sinais físicos que “determinam a radicalização de uma pessoa”, mas aqueles relacionados ao comportamento, como “o isolamento de uma pessoa em relação ao seu meio ambiente”, reconheceu o ministro após a crítica, assumindo “uma pequena gafe” por parte de sua administração.

Na Turquia

A Turquia deteve 16 indonésios – sendo 11 crianças, quatro mulheres e um homem – que esperavam passar da fronteira para a Síria e se unir ao Estado Islâmico (EI). “Continuamos investigando, mas está claro que queriam se unir ao EI na Síria”, informou o ministro de Segurança do país.

Em Paris

O supermercado kosher de Paris que foi cenário de uma violenta tomada de reféns em 9 de janeiro reabrirá as portas amanhã, anunciou uma fonte ligada à direção da empresa. A loja Hyper Cacher foi reformada e vai reabrir com uma nova equipe de funcionários, disse a fonte.

Oito pessoas presas na Espanha Madri, Espanha. Oito pessoas suspeitas de integrar uma célula jihadista foram detidas ontem na Espanha em uma operação em várias cidades, anunciou o Ministério do Interior. Segundo as autoridades espanholas, os suspeitos “estimulavam a execução de atos terroristas na Espanha seguindo o modus operandi dos atentados cometidos em outros países”. Também selecionavam “candidatos para enviar à Síria e ao Iraque por meio de contatos proporcionados por suas ligações com a organização terrorista matriz”, afirma um comunicado do ministério. Outros dois supostos jihadistas foram detidos na última terça-feira no território espanhol de Ceuta, ao norte de Marrocos, e colocados em prisão provisória na quinta-feira.

Forças do Iraque fazem novo cerco Bagdá, Iraque. As forças iraquianas bombardeavam ontem os combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) entrincheirados na cidade estratégica de Tikrit, ao que os jihadistas prometeram responder e estender seu “califado”. Milhares de homens cercaram Tikrit, 160 km ao norte de Bagdá, mas seu avanço foi retardado por explosivos colocados na cidade pelo EI. Dessa forma, os militares decidiram combater os últimos focos de resistência jihadistas por ataques aéreos. Segundo um oficial iraquiano, que pediu anonimato, os extremistas esconderam em Tikrit não menos do que 10 mil bombas.

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