Máquina da USP fará autópsia sem abrir os cadáveres

A resolução de imagens de pessoas vivas (que se mexem e não suportam ficar muitas horas dentro da máquina), no entanto, é menor do que aquela para os tecidos mortos

iG Minas Gerais |

SÃO PAULO. A Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) anunciou ontem o mais poderoso aparelho de ressonância magnética da América Latina, capaz de revelar detalhes tão pequenos quanto 0,05 mm, a escala da espessura de um fio de cabelo.

Ele já deve começar a ser usado nas próximas semanas para examinar cadáveres em parceria com o Serviço de Verificação de Óbitos da capital, dentro de um projeto de pesquisa que busca aprimorar métodos não invasivos de fazer autópsias.

A máquina também servirá para examinar pessoas vivas, porque é considerada segura. Inicialmente, porém, só pacientes que estiverem participando de projetos de pesquisa utilizarão o aparelho – a nova máquina ainda precisa ser aprovada para o uso mais amplo em hospitais. O aparelho é feito de forma que seja possível fazer uma higienização completa dele – não há risco, assim, de que pacientes vivos se contaminem de alguma forma com os cadáveres que passaram por ali.

A resolução de imagens de pessoas vivas (que se mexem e não suportam ficar muitas horas dentro da máquina), no entanto, é menor do que aquela para os tecidos mortos.

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