Inverno, seu fofinho!

iG Minas Gerais | Natália Dornellas |

A versão urso-polar da Louis Vuitton
BERTRAND GUAY/afp
A versão urso-polar da Louis Vuitton

Desde que a tendência foi morta e enterrada, a cobertura das temporadas de moda virou uma loucura. Enquanto a revista X diz que é a hora e a vez dos volumes, a outra, mais minimalista, só enxerga formas perto do corpo. Um vê o vermelho como a grande aposta, e o outro jura que é o reinado do preto.

Passados os desfiles da temporada de Paris, que terminou na última quarta (11), as previsões se fizeram. Há quem aposte na volta da luva; outros sentem um clima militar no ar; e o jornal britânico “Telegraph” fala de um momento “granny chic” –“vovó chique” –, que prevê looks em crochê e patchwork, tudo bem fofo e confortável. Mas não há como ignorar o império absoluto das peles, independentemente do estilo que componham. De Chanel a Céline, passando por Vuiton, Givenchy e até Stella McCartney (que é contra o extermínio animal), todo mundo levou peles (e coisinhas peludas) para a passarela, seja em forma de casacos majestosos ou em detalhes, numa onda “chewbacca”, sem precedentes na moda contemporânea.

Karl, o terrível

E a pelemania não tem data pra expirar. Os 50 anos de Karl Lagerfeld à frente da Fendi serão comemorados, no meio do ano, com um desfile só de peles verdadeiras. “No passado, a Fendi só fazia pele. Depois, começaram a fazer ready-to-wear com falsa. Mas isso foi há 40 anos, agora é hora de levar para um nível acima”, disse.

Para o estilista, o uso é válido, já que as pessoas seguem vestindo e calçando couro animal e comendo carne. “É muito fácil dizer ‘não’ à pele de animal, mas isso é uma indústria. Quem vai pagar os funcionários se você acabar com o uso? Os caçadores que moram no norte vivem disso”, questionou. Está instaurada a polêmica (e criado o desejo).

De olho no Instagram

Em tempos de dominação das redes sociais, é por meio da tela do celular que muita gente tem acompanhado as semanas internacionais de moda, com as hashtags genéricas. Na quinta-feira, #pfw (as iniciais da Paris Fashion Week) tinha mais de 1 milhão de ocorrências no Instagram, a rede de compartilhamento de fotos preferida dos fashionistas. Por lá, imagens de desfiles, cenas de backstages, modelos e suas caretas, famosos e – claro! – muitas selfies, afinal, estar na moda é uma ótima maneira de se autopromover.

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