Capital adere a moda das minipraças no lugar de vagas para veículos

PBH publicou ontem decreto para autorizar a instalação dos parklets; interessados podem implantar espaços com mesa e bancos em ruas movimentadas

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

O lugar onde poderiam estacionar em torno de 40 carros durante o dia, passará a ser frequentado por 300 pessoas. A prefeitura de Belo Horizonte autorizou hoje a instalação de parklets ou ‘minipraças’ nas vagas de estacionamento da cidade. O decreto nº 15.895 foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) regulamentando a implantação desses espaços de uso público, que poderão ter mesas, cadeiras floreiras, guarda-sóis, paraciclos e carregador de celular.   O objetivo é beneficiar mais pessoas que veículos com locais de convívio social espalhados em ruas movimentadas da capital mineira. Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode implantar os parklets, que deverá ser aberto a todos, e não de uso particular ou comercial. As regras seguem o mesmo molde da cidade de São Paulo, que começou no ano passado e tem atualmente 10 ‘minipraças’, com previsão de mais 24. Em janeiro último, O TEMPO publicou reportagem mostrando que a iniciativa paulista poderia servir de exemplo, como incentivo ao transporte não motorizado.   A intenção da prefeitura é que os parklets sejam instalados em áreas nobres da capital, um lugar já especulado é a avenida Alberto Cintra, no bairro União, onde funcionam vários bares. O período de permanência do equipamento é de até dois anos. Há uma estimativa de um crescimento de 14% de aumento das vendas nas lojas em frente aos parklets. O mantenedor do espaço poderá colocar uma placa com o seu nome no local.   De acordo com o secretária municipal adjunto de Planejamento Urbano, Leonardo Castro, houve diversas consultas sobre a instalação desse tipo de mobiliário, que motivaram a regulamentação, mas as solicitações ainda não foram formalizadas. “Não é possível prevê, mas acreditamos que nos próximos meses é possível haver diversos parklets instalados pela cidade. Devido ao crescente número de eventos que se apropriam dos espaços públicos, esse tipo de mobiliário poderá ser bem aceito pela população”, afirmou Castro. Ainda segundo ele, o número de parklets a serem instalados será monitorado para que não haja redução significativa do número de vagas ofertadas.   “Tem que discutir bem os locais com a população para não haver conflitos de interesse”, destacou Fernando Santana, presidente do Movimento de Associações de Moradores (MAM-BH).   Origem Segundo o secretário Leonardo Castro, a ideia dos parkletes na capital surgiu a partir da constatação do sucesso da iniciativa em diversas cidades do mundo, como São Paulo. O primeiro modelo surgiu em São Francisco, na Califórnia.    No dia Mundial Sem carro, muitos lugares adotam o projeto "Vaga Viva" ou "Zona Verde" que é a ocupação temporária de algumas vagas de estacionamento para utilizar como área de lazer, fazer picnic, e provocar uma reflexão sobre o uso do espaço urbano dedicado aos automóveis. Quando a ocupação passa a ser oficializada e permanentemente são chamados de parklets.      Serviço O requerimento para a instalação dos equipamentos deve ser feito e analisado pela Secretaria municipal Adjunta de Regulação Urbana com um projeto simplificado, identificação da via.   Escolha do nome na rede Parquim, Praceta, Praçota Checkpoints, Cantin, Minihorizonte, Vagas verdes, Vagas vivas e Belô foram algumas sugestões de nomes para os parklets de BH que surgiram a Fanpage da Prefeitura de Belo Horizonte. A divulgação da iniciativa na página já passava das mil curtidas e 200 comentários. Todos opinando sobre as minipraças, mas há quem se preocupe com vandalismo e insegurança. “Lindeza gente! Espaços urbanos com mais amor!”, disse a internauta Janine Avelar. Já Juan Gabriel comentou: “Como ser assaltado com estilo!”

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