Dólar em espécie chega a custar R$ 3,48 em casas de câmbio de SP

O dólar turismo em espécie, por volta das 13h30, variava entre R$ 3,36 e R$ 3,48

iG Minas Gerais | Folhapress |

Para o alto.
 Divisa dos EUA não subia tanto desde setembro de 2004, quando foi cotada a R$ 2,940
Marcos Santos/USP Imagens
Para o alto. Divisa dos EUA não subia tanto desde setembro de 2004, quando foi cotada a R$ 2,940

Nesta sexta-feira (13), o dólar bateu R$ 3,28, tanto considerando o preço da moeda americana à vista, usada como referência para negociações no mercado financeiro, quanto de comercial, utilizada no comércio exterior.

Em sete casas de câmbio da cidade de São Paulo consultadas pela reportagem, no entanto, o valor pago pelo turista é maior.

As instituições financeiras têm a prerrogativa de atribuir o valor que desejarem à moeda, que é um produto como qualquer outro. Por isso, é importante pesquisar e comparar preços antes de comprar.

O dólar turismo em espécie, por volta das 13h30, variava entre R$ 3,36 e R$ 3,48. No cartão pré-pago, o preço ia de R$ 3,55 a R$ 3,66. Os valores já consideram imposto -IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) de 0,38% para compra de dinheiro vivo e de 6,38% no cartão- e não incluem taxas de serviços, cobradas por algumas empresas.

Assim, o cliente que precisar comprar US$ 1.000 em espécie, por exemplo, terá de desembolsar até R$ 3.480. Já no cartão pré-pago, até R$ 3.660.

CAUSA E EFEITO

Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, o principal motivo para a desvalorização do real é a crise política que pode "prolongar a crise econômica".

"Os protestos do próximo domingo (15) podem abalar ainda mais a popularidade da presidente Dilma Rousseff e dificultar a implementação das medidas de ajuste fiscal necessárias para colocar as contas do governo em uma trajetória sustentável e, assim, evitar o rebaixamento da nota de crédito brasileira pelas agências de classificação de risco", diz Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.

Mas não são só as tensões domésticas que impulsionam o dólar ante o real. O cenário externo também contribui para a forte valorização da moeda americana. Das 24 principais moedas de países emergentes, 21 se desvalorizam em relação ao dólar nesta manhã.

Na semana que vem ocorre a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e analistas esperam que a autoridade monetária retire de seu comunicado a palavra "paciente" ao se referir a um possível aumento da taxa de juros nos Estados Unidos.

Uma elevação dos juros deixa os títulos americanos -considerados de baixo risco e cuja remuneração acompanha a oscilação da taxa- mais atraentes aos investidores internacionais, que preferem aplicar seus dólares lá a levar os recursos para países de maior risco -como emergentes, incluindo o Brasil.

Diante da perspectiva de entrada menor de dólares no Brasil, o preço da moeda americana sobe em relação ao real.

PREÇOS DO DÓLAR EM CASAS DE CÂMBIO DE SP CASA -- DÓLAR EM ESPÉCIE -- DÓLAR NO CARTÃO PRÉ PAGO Máxima Câmbio -- R$ 3,45 -- R$ 3,62 Confidence -- R$ 3,48 -- R$ 3,66 Western Union -- R$ 3,42 -- R$ 3,62 Sol -- R$ 3,36 -- R$ 3,55 Cotação -- R$ 3,47 -- R$ 3,64 Madeltur (Shopping Iguatemi) -- R$ 3,41 -- R$ 3,64 Getmoney -- R$ 3,44 -- R$ 3,65

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