Wanderlei Silva revela luta pelos direitos dos atletas

Em entrevista exclusiva ao Super FC, o ex-lutador de MMA afirmou que vem tentando conquistar benefícios para a classe dos esportistas

iG Minas Gerais | RÔMULO ABREU E DÉBORA COSTA* |

Wanderlei Silva quer triunfar ante falastrão Chael Sonnen
SITE OFICIAL/UFC
Wanderlei Silva quer triunfar ante falastrão Chael Sonnen

Recém aposentado do octógono, Wanderlei Silva recomeça a sua carreira 'travando uma luta' em outra área: a defesa dos direitos dos atletas. O brasileiro revelou ao Super FC que está focado em conseguir melhores condições de trabalho para os esportivas, principalmente os lutadores de MMA.

“Eu quero lutar pelos direitos de atletas, eu quero que o atleta tenha melhores condições de trabalho, que eles sejam melhores tratados, que tenham melhores condições durante a viagem. Eu quero que eles realmente se sintam preparados para fazer um show da altura que eles são cobrados”, afirmou Silva com exclusividade ao Super FC.

Especialista em Muay Thai, Wanderlei teve momentos de glória, principalmente quando era lutador do Pride - uma das maiores franquias de MMA do mundo, hoje extinta. O paranaense também teve uma passagem pelo UFC, entre 2007 e 2013, com quatro vitórias e cinco derrotas, período em que mostrou a sua insatisfação com os organizadores. A última luta no Ultimate foi em 2013, um triunfo sobre o norte-americano Brian Stann, pelos meio-pesados.

No ano passado, o “Cachorro Louco” oficializou a sua aposentadoria e fez duras críticas ao Ultimate. Wanderlei chegou a postar um vídeo detonando a organização da competição ao afirmar que os atletas não eram respeitados e apenas muito criticados. O brasileiro lembrou ainda que quando um lutador se aposenta, não recebe mais apoio .

Para tentar modificar este cenário, o ex-campeão do Pride segue se especializando em atividades de sindicatos. Em viagem recente aos Estados Unidos, o ex-lutador conversou com diversas pessoas ligadas aos direitos dos atletas para se tornar especialista no assunto.

“Eu tive uma reunião agora com o presidente do Sindicato do Futebol Americano para entender como funciona o sistema. Por exemplo, o videogame da modalidade foi feito pela empresa com autorização do sindicato e todo o dinheiro do videogame foi para os atletas. E o atleta paga a porcentagem do evento e a porcentagem do sindicato, mas o dinheiro maior fica com ele. Então ele não recebe nada, ele é o patrão. Este é o próximo passo”, ressaltou.

No momento, Wanderlei segue conversando também com diversos atletas para mobilizá-los em prol da classe.

“Agora estou convocando a classe, mostrando para os atletas como funciona (o sistema) e espero num futuro próximo poder contar com o apoio de todos eles. A gente precisa de uma condição melhor de trabalho e uma condição melhor de vida”, concluiu Silva.

Boas lembranças de BH- Em 2012, Wanderlei Silva veio a Belo Horizonte para disputar o UFC 147 contra o norte-americano Rick Franklin, principal luta da noite. Na ocasião, mais de 16 mil pessoas compareceram ao Mineirinho para assistir o combate.

Wanderlei acabou sendo derrotado por Franklin, que levou a vitória após cinco rounds e decisão unânime dos árbitros da luta. Mesmo com o resultado negativo, Silva guarda boas lembranças daquela noite em BH.

“Foi muito bacana, eu tenho que agradecer ao povo de BH, lutei lá no Mineirinho, com casa cheia, o ginásio estava lindo. A gente fez uma luta emocinante, a principal luta da noite, o público vibrou. Senti muita emoção quando eles cantavam “Uh vai morrer, Silva, Silva”. Já tive muitos momentos marcantes da carreira, mas este em BH foi um dos melhores”, recordou. 

*Com supervisão de Leandro Cabido

Leia tudo sobre: wanderlei silvaufcmmadireito dos atletasbhlutas