Protesto terá segurança particular

Ato na praça da Liberdade terá lutadores de artes marciais à paisana para agir em caso de confusão

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Expectativa. 
Movimentos esperam reunir milhares de pessoas na praça da Liberdade, no domingo
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Expectativa. Movimentos esperam reunir milhares de pessoas na praça da Liberdade, no domingo

A manifestação contra o governo Dilma Rousseff (PT) que irá acontecer no próximo domingo, na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, terá segurança particular. Cerca de 50 lutadores de artes marciais foram chamados para “garantir a paz” em caso de confusão, segundo a coordenadora do movimento Vem pra Rua em Minas Gerais, Carla Girodo, 36.

Independente da ação, a Polícia Militar prepara uma operação com cerca de 15 mil homens no local e outros 43 mil de prontidão no Estado.

Os seguranças particulares estarão à paisana, espalhados ao longo da praça com rádios de comunicação. Os lutadores foram orientados pelos organizadores a avisar a polícia e a coordenação do protesto no caso de ocorrências de brigas.

“A ideia é ser um movimento pacífico. Vai ter policiamento militar, mas também lutadores de artes marciais que estarão lá para proteger. É tipo segurança de supermercado”, conta Carla Girodo.

Segundo a coordenadora do Vem pra Rua, os seguranças irão agir em casos extremos. “Arte marcial é uma cultura da paz. As pessoas te ensinam a cair e não quebrar nada ou imobilizar para a outra pessoa não te agredir. É muito interessante. Não somos o MST (Movimento dos Sem Terra) que faz violência e carboniza as pessoas”, explica a escolha pelos lutadores.

O grupo de Carla Girodo é um dos que não defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Outros com essa bandeira também estarão presentes. “Queremos um país sem corrupção, com gestão eficiente e transparente”, diz. O evento organizado pelo movimento já tem a confirmação de 30 mil pessoas no Facebook. “Acredito que vão entre 5.000 e 10 mil. Levando em conta que o brasileiro é apático, acho um número de sucesso. Mas se forem dez pessoas comprometidas com a ética, já estarei feliz”, declarou.

O grupo contratou um carro de som, que demandou R$ 3.900, e a confecção de cartazes. Para manter a estrutura, a turma diz tirar dinheiro do próprio bolso, arrecadar doações dos amigos e vender camisetas compradas por R$ 12 e vendidas por R$ 20. “Mas não cobrimos os gastos ainda. Estamos pagando do nosso bolso porque a gente acredita que ainda tem chance de o Brasil ser melhor”, afirma.

Uma loja na avenida Bandeirantes, região Centro-Sul da capital, exibia nesta quinta na vitrine uma camisa, vendida por R$ 30, criada para o protesto. A roupa exibia as hashtags #impeachment #foradilma #aculpanaoéminhaeuvoteinoaecio #forapt.

Proteção

A oposição irá pedir ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que o governo garanta a integridade dos manifestantes nos atos do próximo domingo. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, enviará o ofício.Pedido.

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