Comida, gasolina e luz são os vilões da alta de preços

Consumidores identificam o que vem corroendo a renda

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |


Alta de preços nos supermercados vem assustando consumidores
Marcelo Camargo / ABr
Alta de preços nos supermercados vem assustando consumidores

Os “vilões” dos aumentos de preços já foram identificados pelos consumidores brasileiros. “Cada ida ao mercado, estamos pagando mais e a sacolinha diminuindo”, resume a administradora Priscila Souza, 32. A alimentação (23%), junto com combustíveis (24%) e a conta de luz (18%), são os três primeiros itens da pesquisa que identificou o que mais subiu nos primeiros meses do ano na percepção de consumidores do país. O levantamento foi realizado pela Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) que ouviu 1.477 pessoas entre os dias 6 e 23 de fevereiro.

“Minha compra mensal no supermercado custava em torno de R$ 600. Este mês foi de R$ 718”, afirma a bióloga Aline Damásio, 30. Para ela, produtos a base de soja, feijão e carne vermelha foram os que mais encareceram. Legumes e verduras são, para a bibliotecária Tatiana Duarte de Oliveira, 32, os produtos que mais pesaram no bolso nos últimos dois meses no quesito alimentação. Porém, ela acredita em um aumento de preços geral. “Nossa postura como consumidores é economizar em tudo. Viver no básico e esperar para ver o que acontece”, afirma.

Como na pesquisa, para Aline Damásio, a conta de energia elétrica é, depois da alimentação, o item que mais está roubando o poder de compra do consumidor.

Conta de luz, mensalidade da escola, contas de água e telefone são citados pela bióloga Tatiana Oliveira. “Assustei imensamente com a minha última conta de luz. Antes mesmo do reajuste anunciado pelo governo o valor de minha conta subiu muito”, diz.

Para Mônica Maria de Amorim, 53, as altas taxas estão prejudicando a economia da casa e de seu negócio, já que ela também é proprietária de um salão de beleza no bairro Santa Mônica da capital mineira. “Minhas maiores despesas agora estão sendo primeiro a luz, depois água e telefone. Tanto em casa como no trabalho”, declara. Para Mônica, a inflação já é responsável pela diminuição de seus clientes. “Com estes aumentos de preços, já percebi uma diminuição no movimento do salão”, diz a empresária.

Para maioria, economia piorou Segundo a pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC, 83% do total de consumidores consultados consideram que o cenário econômico piorou nos primeiros meses deste ano. “Com a desestruturação política que estamos vivendo a tendência é piorar (a situação econômica do país)”, afirma a bibliotecária Tatiana Duarte de Oliveira, 32. Por outro lado, a pesquisa mostra que a maioria dos pesquisados, 57%, acredita que a situação de suas finanças pessoais está igual ou melhor que no ano passado. O índice de pessoas que respondeu que a situação melhorou foi de 26%. Para 31%, a situação ficou estável.

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