Solução caseira para o meio

Atleta, que veio da base, sofreu pênalti e deu assistência para gol na goleada sobre o Villa Nova

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

Cuidado. 
Voltando de contusão, Alisson tem merecido atenção especial da comissão técnica para que não se machuque de novo
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Cuidado. Voltando de contusão, Alisson tem merecido atenção especial da comissão técnica para que não se machuque de novo

Dar mais mobilidade e qualidade ao meio-campo do Cruzeiro é a tarefa que mais tem tirado o sono do técnico Marcelo Oliveira neste começo de 2015. Desde a saída de peças importantes, como Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, jogadores que tinham forte participação ofensiva na equipe, o treinador sofria para encontrar a formação ideal para a meia celeste.

Enquanto muitos apostavam todas as fichas em De Arrascaeta, de apenas 20 anos, o treinador da Raposa reiterava a falta de mais uma “engrenagem” para dar mais poder de fogo à meio de campo azul.

Sem conseguir captar no concorrido mercado um jogador com as características desejadas – o santista Lucas Lima ainda é uma das alternativas –, Marcelo Oliveira, ao que parece, encontrou uma solução caseira para o seu dilema. Contrariando aquele velho ditado “santo de casa não faz milagre”, o técnico elegeu Alisson como a peça para preencher a lacuna no setor.

Tratado como a “esperança de acertar o time”, Alisson recebe tratamento especial na Toca II. Muito pelo seu recente histórico de lesões. “Eu tenho essa preocupação. Você está ganhando de 4 a 0 e tem seu principal jogador, a esperança de acertar nosso time, podendo não só se lesionar como também levar uma pancada. Então não há necessidade dele seguir no jogo. Mas ele queria jogar tanto, que pediu, pediu e pediu, então resolvi descansar o Marquinhos, que é um batalhador e novamente foi muito importante”, disse Oliveira, citando o jogo de quarta-feira contra o Villa Nova, em Sete Lagoas.

De olho em voltar a ser o Alisson de outros tempos, o prata da casa segue trabalhando firme. “Tomara que seja meu ano. Em 2014 estava em uma crescente muito grande, mas infelizmente aconteceram as lesões. Mas isso contribui para meu crescimento. Não apenas as coisas boas. Cresci muito nesse tempo”, garante, mantendo os pés no chão.

“Titular absoluto não tem nenhum aqui dentro. Qualquer um que entrar vai ter a chance de mostrar seu futebol e corresponder. Aqui tem um grupo e não adianta só pensar em mim, mas em todos. Caso contrário, não chegamos a nenhum lugar”, pondera.

Em relação aos elogios do treinador, Alisson mostra toda a sua satisfação. “Fico feliz com os elogios do Marcelo Oliveira, mas acho que temos que ir passo a passo. Pela volta, depois de cinco meses parado, fiquei um pouco surpreendido”, diz.

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