Com 32 nomes, pedido de CPI do Mineirão deve sair nesta sexta

A CPI do Mineirão irá investigar as obras e o contrato de concessão do maior estádio de Minas Gerais à iniciativa privada durante os governos anteriores

iG Minas Gerais |

Com 32 assinaturas entre os 77 deputados, o requerimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mineirão deve ser apresentado nesta sexta na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A informação é do deputado Iran Barbosa (PMDB), que comanda o recolhimento de nomes dos apoiadores da proposta.

De acordo com o parlamentar, um acordo deve fazer com que o pedido de instalação da CPI seja lido imediatamente após ser entregue ao presidente da Casa, Adalclever Lopes (PMDB). Embora já tivesse o número suficiente de 27 assinaturas necessárias há dias, uma negociação fez com que o pedido só fosse protocolado após a votação da chamada “reforma administrativa”, que aconteceu nesta semana.

A CPI do Mineirão irá investigar as obras e o contrato de concessão do maior estádio de Minas Gerais à iniciativa privada durante os governos anteriores.

Na última legislatura, a proposta de instalação da CPI do Mineirão gerou polêmica. Mesmo depois de a oposição à época (hoje governo) ter conseguido o número mínimo de assinaturas para a criação do colegiado, uma decisão política da Mesa Diretora da Casa acabou não dando prosseguimento à iniciativa. Por um mês, a ALMG chegou a alegar que não havia o número suficiente de parlamentares listados no requerimento. Após o Aparte divulgar o documento com as assinaturas, a Assembleia mudou a versão e reconheceu que havia, sim, quantidade suficiente de deputados subscrevendo o documento. Ainda assim, não houve tempo para que a CPI fosse instalada na ocasião.

Rede reprova impeachment Legenda em formação que dá sustentação a Marina Silva (PSB), a Rede Sustentabilidade divulgou nota na qual se coloca contra um impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). “Neste momento, em que as investigações sobre denúncias de corrupção na Petrobras envolvendo empreiteiras, políticos e partidos políticos estão em andamento, as situações previstas na Constituição para deflagrar o impeachment ainda não estão caracterizadas. Se legitimamente cresce o sentimento popular de indignação e revolta com o governo Dilma e a exigência de mudanças, não significa que devemos romper com os processos democráticos conquistados a duras penas pela sociedade”, diz o documento, que traz críticas fortes ao governo.

Eduardo Jorge vai Eduardo Jorge (PV) é o primeiro candidato nas últimas eleições a confirmar a participação nas manifestações do próximo domingo. O médico e ambientalista também citou a possibilidade de impeachment, inicialmente rechaçada, e pediu: “Deixem a polícia e a Justiça trabalharem sem paixões partidárias”. Em relação ao domingo, justificou sua presença pelo fato de ser contrário às políticas de Dilma Rousseff. “Em 15.3.2015, coerente com minha posição de oposição ao atual governo federal, oposição pacífica, construtiva e democrática, irei à manifestação, mesmo tendo consciência de que forças muito heterogêneas estão na sua convocação. Algumas inclusive que repudio. Mas, como sempre, não quero me esconder. Não quero me omitir. Prefiro tentar influir com minhas ponderações”.,

FOTO: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados Ministro da Secretaria de Relações Institucionais

Conversando. Depois de sucessivas derrotas no Congresso, o governo federal resolveu cuidar melhor da relação com deputados e senadores. Nesta linha, nesta quinta o ministro da Secretaria de Relações Institucionais reuniu os líderes da base aliada na Câmara para tentar alinhavar uma pauta de interesse do governo. A relação com os deputados sempre foi mais conturbada, mas agora é o Senado que tem dado mais dor de cabeça ao Palácio do Planalto.

35 mil PESSOAS já haviam assinado até nesta quinta uma petição pela internet pedindo que o ministro Dias Toffoli não participe do julgamento dos envolvidos na Lava Jato

Mudança. Cláudio Weber Abramo decidiu deixar a direção da ONG Transparência Brasil. O motivo alegado foi a falta de recursos para que o trabalho fosse realizado. A instituição se notabilizou pelo apoio ao combate à corrupção no país. Abramo ficou na função por 15 anos e será substituído agora pela jornalista Natália Paiva.

Auxílio no MP Utilizado como exemplo pelos deputados quando defendem o auxílio-moradia, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recebeu 24 aprovados no 54º concurso para ingresso na carreira. Todos pediram o benefício idêntico ao dos deputados. A diferença é que eles não são da capital e passarão três meses em Belo Horizonte em um curso antes de assumirem as funções de promotores de Justiça substitutos em outros municípios. O curso começou na semana passada e inclui aulas, debates, estudos de casos, oficinas e exercícios práticos.

Vítimas da inquisição Em meio a tantos assuntos atuais para discutir, foi sancionada nesta quinta uma lei que institui em Belo Horizonte o dia 31 de março como o “Dia em Memória das Vítimas da Inquisição no Brasil”. O projeto de lei que deu origem à norma assinada pelo prefeito Marcio Lacerda é de autoria do vereador Juliano Lopes (PT). Embora o Brasil nunca tenha tido um tribunal de Inquisição, estima-se que 400 brasileiros tenham sido condenados pelas instituições ligadas à Igreja Católica na segunda fase desse processo histórico. A regra era punir quem se desviasse da fé católica, que era ditada pelos governantes.

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