Japonês é mais que sushi

Novas casas em Belo Horizonte e Nova Lima vão além dos clássicos da culinária do Japão

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Akemi: de peixes, cogumelos ou vegetais, há mais 30 opções de robatas (espetinhos japoneses)
Akemi / Divulgação
Akemi: de peixes, cogumelos ou vegetais, há mais 30 opções de robatas (espetinhos japoneses)

Para quem adora comida japonesa, há duas novidades que merecem a visita em Belo Horizonte. O primeiro, Kazuki, em Lourdes, é comandado pelo sushiman Hidemi Nakao, um dos fundadores do Sushinaka (ícone da tradição nipônica na capital desde a década de 1990). O outro restaurante, Akemi, fica em Nova Lima e também trouxe profissionais experientes para comandar a cozinha: o sushiman Adair Silva (ex-Udon) e o chef Nikolas Edgar (ex-Rokkon).

Nas duas novas casas, a clássica combinação peixe cru, alga e arroz, claro, estão presentes no cardápio. Mas, ao contrário de restaurantes com perfil mais tradicional, esses ingredientes não são as estrelas por ali. Invencionices com cream cheese também não.

Quem procura uma experiência gastronômica diferente pode, por exemplo, aproveitar um jantar inteiro sem encostar no shoyu, caso do menu-degustação do Akemi, que a cada noite conta com novos pratos criados pelo chef (com sete tempos, R$ 100; com nove, R$ 150). No à la carte, pode pedir o kobe beef (da raça japonesa wagyu) selado (R$ 48).

“É exatamente essa a nossa intenção, uma coisa mais próxima do que se faz no Japão hoje. É uma proposta diferente da que as pessoas estão acostumadas, mas o público tem entendido bem”, diz Cecília Dornelas, uma das sócias do Akemi. Apaixonada pela cozinha japonesa, ela e o irmão, ambos engenheiros, decidiram abrir o restaurante no prédio que já era deles.

A seleção dos profissionais da cozinha e do salão, para ela, foi a parte mais difícil e durou oito meses. “Fiquei muito satisfeita com o time que conseguimos montar, com cozinheiros e garçons experientes”, comenta.

No Kazuki, a proposta do sushiman veterano é aproveitar o máximo de cada matéria-prima em um cardápio que inclui elementos pouco usuais à mesa tradicional japonesa, como azeites, ervas e foie gras salteado no champanhe (no sushi de atum, sai a R$ 90). O cardápio da casa é trabalhado de forma sazonal (são quatro por ano) e conta com peixes e moluscos temporais. Por R$ 200, há menu-degustação.

Essa guinada de Hidemi a uma gastronomia mais contemporânea veio do bufê Hidezushi, comandado por ele e que atende eventos em seis Estados brasileiros. “De cada experiência, trago alguma coisa. O amadurecimento e a atualização do jeito de cozinhar vem muito disso. Novas ideias são importantes em todos os setores”, afirma.

Kazuki – rua Marília de Dirceu, 170, Lourdes. (31) 3879-8413

Akemi – alameda Oscar Niemeyer, 288, Vila da Serra, Nova Lima. (31) 3318-3381.

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