Gestor participou de debate na Câmara

Secretário também participou de uma audiência pública na Câmara, solicitada pelo vereador Vinícius Resende (SD), para discutir as dificuldades enfrentadas pelas comunidades terapêuticas de Betim, que tratam de dependentes químicos.

iG Minas Gerais | Da Redação |

Na última quarta-feira (11), o secretário também participou de uma audiência pública na Câmara, solicitada pelo vereador Vinícius Resende (SD), para discutir as dificuldades enfrentadas pelas comunidades terapêuticas de Betim, que tratam de dependentes químicos. Na ocasião, Sapori ouviu as cobranças dos proprietários dessas clínicas, que há mais de dois anos tentam conseguir apoio do governo municipal no combate às drogas, principal gerador da violência na cidade.

“Não existe planejamento para que possamos dar um tratamento de qualidade. Queremos fazer isso, mas não temos ajuda do município. Desejamos, de verdade, que o governo não olhe para as comunidades terapêuticas como algo de esquerda. Nós podemos não acabar com o tráfico, mas podemos estender as mãos para milhares de famílias que estão chorando”, afirmou o pastor Roberto Rodrigues, da comunidade Salvando Vidas.

O pastor Márcio Avelino, da Clínica Terapêutica Nascer de Novo, também criticou a falta de apoio da prefeitura. Segundo ele, o município exige uma série de condições para as clínicas funcionarem, mas não consegue oferecer o mínimo, como sabão e papel nas unidades de saúde de Betim. “Entrei dentro do banheiro do Hospital Regional e vocês precisam ver como está a situação. O banheiro da nossa casa de recuperação está muito melhor. Cadê o poder público para olhar essa situação? No banheiro do hospital não tem sabonete líquido nem papel, mas a Vigilância Sanitária corre atrás para fechar as nossas comunidades. Por que o hospital pode funcionar nessas condições?”, questionou.

Diante das críticas, Sapori disse que é preciso buscar recursos em Brasília para se investir no combate às drogas. “Para todos os membros de comunidades terapêuticas, eu digo que não há como, obviamente, prometer que nós vamos pôr dinheiro de imediato. Vamos ser claros e objetivos. Nós sabemos da realidade orçamentária que vive o município. Por isso, desenhando o projeto da rede e da prevenção social o passo seguinte é ir à Brasília, buscar recursos”, afirmou.

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