‘Medida só beneficia forasteiros’, diz oposição

Antônio Carlos (PT) ressaltou que os únicos beneficiados com esse mexe e remexe na administração municipal são o ex-integrantes do governo do Estado

iG Minas Gerais | Da Redação |

Um dos poucos vereadores a votar contra as reformas administrativas realizadas pelo governo municipal nos últimos anos, Antônio Carlos (PT) ressaltou que os únicos beneficiados com esse mexe e remexe na administração municipal são o ex-integrantes do governo do Estado, que estão abocanhando a maioria dos cargos devido a uma articulação política com o governo.

“O resultado dessas reformas, que mais parecem uma colcha de retalhos, não poderia ser outro. Todos os desgastes e desorganização na hora de encaminhar projetos para a Câmara não trouxeram nenhum beneficio para a população. Além de ser uma clara confissão de incompetência administrativa e de desrespeito com o dinheiro publico, trata-se de uma farsa para enganar o Poder Legislativo e os cidadãos betinenses, alegando, falsamente, que as reformas geraram economia. E o pior é que fizeram isso justamente para beneficiar as pessoas que vieram do Estado. A reforma virou um cabide de emprego para os forasteiros”, afirmou.

Já para o presidente da Câmara, Marcão Universal, o Legislativo apenas cumpriu o seu papel ao aprovar essa série de reformas. “Na penúltima reforma que votamos, tiramos cargos da Saúde que depois vimos que eram importantes para a eficiência da secretaria. Por isso, foi preciso votar depois uma nova reforma. Nossa função na Câmara também é dar governabilidade ao prefeito, permitir que ele tenha condições de implantar políticas públicas que realmente beneficiem o cidadão de Betim, e fizemos isso com responsabilidade”.

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