Professor foi executado em 2003 na mesma instituição

Educador morreu dentro de uma sala em uma suposta tentativa de assalto

iG Minas Gerais |

Há 12 anos uma outra tragédia ocorrida dentro da Escola Estadual Teotônio Vilela deixou moradores do Teresópolis assustados: um professor de ciências foi assassinado dentro da sala de professores.

Na época, segundo relatos de educadoras, dois rapazes abordaram Christian Lutkenhaus numa tentativa de assalto, pedindo a sua moto e seu celular. Nervosos, eles acabaram deixando escapar um tiro, que acertou o professor. Ele morreu na hora.

Abalados, moradores do Teresópolis, que pedem para não ser identificados, lamentam a violência crescente na região motivada principalmente pela disputa do controle do tráfico de drogas. “A comunidade está muito assustada com toda essa violência. Desde que líderes das gangues do Gás e do Campo foram presos, outras pessoas tentam controlar o tráfico de drogas, impondo medo e espalhando o terror”, diz um comerciante.

Ele lembra, ainda, que o tiroteio aconteceu duas semanas depois de o sobrinho de um dos líderes do tráfico ter sido morto na avenida Duque de Caxias. Na ocasião, um toque de recolher deixou o comércio local fechado por dois dias.

Desta vez, moradores acreditam que Bruno Alves de Souza, que seria integrante da gangue do Vargem Grande, tenha sido vítima de rivais da gangue do Perla. “Essas gangues se uniram há alguns dias, mas Bruno tinha inimizades com a turma do Perla e, por isso, eles o mataram”, contou um morador.

Outra versão dá conta de que as gangues do Gás e do Campo começaram a selar um acordo nesta semana, porém parte dos integrantes não aceitou e teria matado Bruno como “vingança”.

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